A campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) trocou de marqueteiro nesta segunda-feira (17). Paulo Vasconcelos deixou o comando da comunicação após discordar da virada para um tom mais agressivo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Assume o publicitário Marcos Carvalho, que atuou como estrategista digital da própria pré-candidatura de Flávio até julho.
Em nota, a campanha confirmou a mudança: "Paulo Vasconcelos se desligou do marketing na segunda-feira 17. A nova linha de comunicação será conduzida pelo publicitário Marcos Carvalho".
Carvalho já cuidava das redes sociais do candidato desde julho. Agora assume toda a campanha.
A saída expõe uma divergência que já durava semanas. Vasconcelos defendia manter o foco nos resultados da gestão de Caiado à frente do governo de Goiás.
Carvalho, ao contrário, defendia uma comunicação mais combativa contra Flávio Bolsonaro, principal rival de Caiado no campo à direita do PT.
A mudança de tom partiu de orientação de Gracinha Caiado, esposa do candidato e pré-candidata ao Senado por Goiás, preocupada com o desempenho do marido nas redes sociais.
A escalada de ataques a Flávio Bolsonaro
Os dois trocaram farpas ao longo de agosto. Em 13 de agosto, Caiado disse que o currículo do senador "se resumia à certidão de nascimento". No lançamento oficial da campanha, três dias depois, afirmou: "Ninguém aprende a governar sentado na cadeira de presidente da República".
Ele também classificou o PL como um partido "apavorado": "O único político com mandato no Brasil que é oposição ao PT e nunca votou no Lula é Ronaldo Caiado", disse.
A trajetória de Carvalho passa pelos dois lados do espectro que ele agora ataca. Trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro em 2018 e na de Lula no segundo turno de 2022.
Depois, cuidava da comunicação digital da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, até migrar para a equipe de Caiado em julho.
Onde Caiado está nas pesquisas
Segundo pesquisa Quaest para a Rede Globo, registrada no TSE sob o número BR-06773/2026, no cenário estimulado com 13 nomes, Caiado aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno, empatado tecnicamente com Renan Santos.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas de forma presencial entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Lula (PT) lidera a disputa com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. Os demais 11 nomes testados pela Quaest, Caiado entre eles, somam votos em um dígito.
Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com 2% cada, também dentro da margem de erro.


























