O ativista político Renan Santos (Missão) lançou neste domingo (16) a candidatura à Presidência da República na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco. Ele discursou usando colete à prova de balas, depois de a campanha receber uma ameaça de morte específica para a data do evento.

Segundo o Poder360, uma mensagem anônima intitulada "EU IREI MATAR RENAN SANTOS!" foi publicada no fórum Leftypol e citava o dia 16 de agosto como data de um ataque planejado. O autor se identificava como estudante de Direito no Largo São Francisco.

O texto já havia sido apagado quando foi descoberto; o alerta chegou à campanha por print de e-mail. A equipe de Renan Santos acionou a Polícia Federal, mas manteve o evento, com reforço policial.

"Essa é a primeira mensagem em que todos os fundamentos de um eventual atentado estão dados", disse Renan Santos. "A gente não vai arregar para essa gente", completou.

A coordenadora de campanha, Amanda Vettorazzo, também discursou de colete.

O Largo São Francisco foi escolhido porque Renan Santos foi aluno da Faculdade de Direito da USP. O evento também apresentou Aroldo Medina (Missão) como vice na chapa e Guto Schiaveto como candidato ao Senado por São Paulo.

No discurso, Santos criticou Lula e Flávio Bolsonaro, também candidatos à Presidência. "Eles são o projeto de poder como fim em si mesmo", disse.

"Nosso governo precisa ser um governo de gente séria", completou, prometendo enfrentar os "inimigos da nação".

Santos encerrou o ato cantando ao vivo o jingle de campanha ao lado de apoiadores.

O mesmo domingo teve mais dois lançamentos de campanha

No mesmo domingo, Lula (PT) discursou no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, ao lado da primeira-dama Janja e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

No mesmo ato, Fernando Haddad (PT) lançou a candidatura ao governo de São Paulo. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL) subiu a um trio elétrico ao lado da mulher para o primeiro ato de campanha à Presidência.

Ele escolheu a cidade natal e reduto eleitoral da família Bolsonaro para começar a disputa.

O clima em que a corrida presidencial começa

O colete à prova de balas no lançamento e a ameaça de morte levada à Polícia Federal mostram que a corrida deste ano já começa sob tensão. Se esse clima se repete até outubro é algo que só a continuidade da campanha vai mostrar.