Um estudo com dados do telescópio Hubble identificou a fusão galáctica mais antiga já registrada na Via Láctea. Há 11,8 bilhões de anos, a jovem galáxia absorveu uma anã batizada de LKH, com cerca de 500 milhões de massas solares em estrelas.
O trabalho foi liderado por Davide Massari, com a coautoria de Chiara Zerbinati, da Universidade de Bolonha, na Itália, e publicado na revista Nature Astronomy nesta segunda-feira (17).
Os pesquisadores analisaram 39 aglomerados globulares, grupos densos de estrelas, usando observações do Hubble e modelos estatísticos para determinar a idade e a composição química de cada um.
"Alguns estudos anteriores argumentaram que as fases iniciais da evolução da nossa galáxia foram definidas por estrelas nascidas apenas na nossa galáxia. Aqui, mostramos que as estrelas nascidas em galáxias externas também precisam ser consideradas", disse Massari.
A linha do tempo das fusões da Via Láctea
A fusão com a LKH, há 11,8 bilhões de anos, é hoje a mais antiga já documentada. Ela estende o conhecimento sobre a história de fusões da galáxia em cerca de 1,8 bilhão de anos a mais no passado.
Depois dela veio a fusão com a Gaia-Sausage-Enceladus, há 10 bilhões de anos, uma colisão violenta que ajudou a moldar o disco da galáxia.
A mais recente é a fusão com a galáxia anã de Sagitário, que começou há bilhões de anos e ainda está em curso.
O que mais pode estar escondido na história da Via Láctea
Se estrelas nascidas fora da galáxia "também precisam ser consideradas", como disse Massari, a pergunta que fica é quantas outras fusões antigas ainda não foram identificadas nos aglomerados globulares que restam para analisar.


























