O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de uma publicação que atribuía ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a ordem para matar o advogado Rodrigo Marinho Crespo. Segundo o ministro Nunes Marques, relator do caso, o post, veiculado em julho, atribuiu prática criminosa ao pré-candidato sem apresentar nenhuma prova.
A decisão foi tomada de forma monocrática por Nunes Marques, presidente do TSE, e formalizada em 15 de agosto, depois de referendada em sessão virtual do plenário realizada entre 12 e 14 de agosto, segundo a Gazeta do Povo.
O post original, publicado em 6 de julho, dizia que Flávio "mandou matar" Crespo com 11 tiros.
O texto ligava o crime a uma disputa envolvendo um imóvel avaliado em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis (RJ).
A disputa imobiliária opõe a Sport 70 Intermediação, empresa que tem o atacante Richarlison como sócio, à WT Administração de Imóveis. Crespo representava a WT no processo.
O Superior Tribunal de Justiça já havia decidido o caso civil a favor da WT em maio de 2025, mais de um ano antes da publicação que ligou Flávio ao homicídio do advogado.
Segundo Nunes Marques, a publicação saiu do campo da opinião política ao atribuir um crime ao pré-candidato sem apresentar nenhum elemento de prova.
O conteúdo ficou no ar por mais de um mês. Publicado em 6 de julho, só foi retirado do ar com a decisão de 15 de agosto.
Não é a primeira decisão do tipo sobre conteúdo ligado a Flávio neste ano.
Em 23 de junho, a ministra Estela Aranha mandou remover posts que o associavam à Operação Unha e Carne e ao Comando Vermelho, com prazo de 24 horas para a Meta cumprir.
"O pré-candidato não aparece como investigado, indiciado ou denunciado na Operação Unha e Carne, sem qualquer referência formal a seu nome nos autos", registrou a ministra, segundo o MeioNews.
Levantamento do Poder360 mostra que o TSE já somava, até junho, sete decisões de remoção de conteúdo na pré-campanha de 2026, sendo quatro favoráveis ao PL e três ao PT, atingindo publicações atribuídas a nomes como Lindbergh Farias, Erika Hilton e André Janones.
A decisão não menciona multa por eventual descumprimento. Não há, nas fontes consultadas, manifestação de Flávio Bolsonaro ou de sua defesa sobre o caso.


























