O influenciador Pablo Marçal (PRTB) reformulou toda a equipe de campanha e articula uma disputa jurídica para tentar viabilizar sua candidatura à Presidência em 2026. Ele está inelegível até 2032 por decisão do TRE-SP, mas recorre ao TSE contra a condenação por abuso de poder econômico na eleição municipal de 2024.
"Ninguém da última campanha está nessa. Todo o time é novo", disse Marçal ao anunciar a reformulação nesta terça-feira (18).
Entre as mudanças, ele afastou o assessor responsável pelo boletim médico falso usado contra o então candidato Guilherme Boulos na eleição municipal de São Paulo em 2024, episódio que motivou parte da condenação do TRE-SP.
Em seu lugar, Marçal trouxe de volta o advogado Paulo Hamilton Siqueira Júnior como coordenador jurídico. Siqueira Júnior havia deixado a equipe após o episódio do boletim falso.
O TRE-SP condenou Marçal por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos na campanha de 2024, em placar de 4 a 3. A pena de inelegibilidade vale até 2032.
O caso está agora em recurso no TSE. Marçal também tem uma ação de primeira instância em Santana de Parnaíba (SP), onde obteve liminar reconhecendo sua filiação ao PRTB.
Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais a Boulos.
O imbróglio jurídico corre em paralelo a outro caso na Justiça Eleitoral, depois de Marçal alegar erro de digitação numa declaração de R$ 7,4 bilhões ao TSE.
"Chance maior que zero"
Questionado sobre as chances de viabilizar a candidatura apesar da inelegibilidade, Marçal respondeu: "Eu sou jurista e te digo que tem chance maior que zero."


























