Um vídeo que circula nas redes sociais como se mostrasse um "ritual de invocação de Satanás" durante o ato pró-Lula na Avenida Paulista, no domingo (11), é #FAKE. A gravação é real, mas foi feita dois meses antes, durante outro evento.
O material foi publicado em redes como X, Instagram, Facebook, Threads e TikTok já no domingo, com uma caixa de texto dizendo: "Campanha de Lula vira ritual de invocação".
Nas imagens, um homem aparece no alto de um trio elétrico, vestindo uma capa preta estampada com a palavra "Exu". Ele canta para a multidão, que repete: "Aê, Satanás, Satanás cadê você?".
As imagens são reais, não foram geradas por inteligência artificial. Mas não são do ato de Lula: a cena é da 4ª Marcha para Exu, gravada dois meses antes, em agosto, no mesmo trecho da Paulista.
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O registro original foi publicado no Instagram em 16 de agosto, no perfil "Marcha para Exu", evento em defesa da liberdade religiosa de praticantes da umbanda, do candomblé e de outras religiões de matriz africana.
A mesma cena que circulou como ameaça virou, de novo, instrumento contra uma religião que já é alvo de ataques no país.
A Polícia Federal já abriu inquérito sobre ataques a imagens religiosas no país neste ano. A mesma cena de fé virou munição de desinformação eleitoral.
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Outro vídeo falso mirou o mesmo ato
Dias antes, outro conteúdo falso também mirou o mesmo ato: um vídeo que misturava imagens reais da Paulista com uma cena de uso de droga, gravada no Chile, levou o TSE a mandar remover posts de aliados de Flávio Bolsonaro.
O ministro Marco Aurélio Bellizze mandou apagar o conteúdo em prazo de 24 horas, por considerar que induzia o eleitor a erro.
A checagem usou a ferramenta InVID para fragmentar o vídeo em frames e buscar as imagens no Google Lens até achar o registro original. É a mesma técnica usada em outras checagens do ciclo eleitoral, quando declarações de candidatos também precisaram de verificação.





























