O Brasil foi reeleito para o Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta terça-feira (13), com 170 votos favoráveis na Assembleia Geral, em Nova York. É a sexta vez que o país ocupa a cadeira, agora para o mandato até 2029.

Segundo o Observador e o ESG Inside, o Brasil concorreu pelo grupo da América Latina e do Caribe. Três candidatos (Brasil, República Dominicana e Uruguai) disputaram três vagas.

Ao todo, 15 países foram eleitos nesta rodada, entre eles Alemanha, Japão, Ucrânia e Nigéria, para mandatos que começam em janeiro de 2027.

No bloco latino-americano, o número de candidatos foi igual ao de vagas. A eleição não teve disputa real dentro do continente.

A página oficial da Assembleia Geral da ONU confirma a lista por região: Brasil, República Dominicana e Uruguai formaram a chapa latino-americana, sem concorrente fora dela.

O Conselho de Direitos Humanos reúne 47 Estados-membros. É o principal órgão da ONU dedicado à promoção e proteção de direitos humanos no mundo.

Fundado em 2006, o órgão teve o Brasil entre os países que incentivaram sua criação, segundo o Instituto Brasileiro de Direitos Humanos (IBDH).

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O que o Brasil prometeu na candidatura

O Brasil assumiu compromissos voluntários ao se candidatar à vaga, incluindo o combate ao racismo e à discriminação, a proteção a grupos vulneráveis e a defesa de direitos digitais e de privacidade.

"Combate ao racismo e à discriminação, fortalecimento da democracia e da justiça social, proteção de grupos vulneráveis e promoção de direitos digitais e da privacidade", diz a candidatura brasileira ao Conselho, segundo o ESG Inside.

O resultado chega num momento de aposta multilateral. Em setembro, o país se juntou à campanha por multilateralismo ao lado de União Europeia, Canadá e Quênia.

Foi na mesma passagem por Nova York que o presidente Lula reduziu a agenda bilateral e priorizou encontros com o prefeito eleito Zohran Mamdani e o senador Bernie Sanders.

O que acontece agora

A partir de janeiro de 2027, o Brasil ocupa a cadeira por três anos. Segundo o IBDH, segue à frente de mandatos temáticos que já conduz no Conselho, como o direito à saúde, à privacidade e o apoio à população em situação de rua.

Na 63ª sessão do Conselho, em outubro, foram adotadas 34 resoluções. É parte do ritmo de trabalho que o Brasil mantém a partir do novo mandato.