As startups da América Latina captaram US$ 4,69 bilhões em 2025, alta de 65% sobre os US$ 2,84 bilhões de 2024, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (13) pela rede de empreendedorismo Endeavor com a gestora de investimentos Glisco Partners.

Brasil e México concentraram juntos 81% do capital levantado na região em 2025. O valor médio por rodada de investimento subiu de US$ 6,6 milhões em 2024 para US$ 8,5 milhões em 2025.

"O capital está voltando para a América Latina, mas a pergunta mais importante agora é quantas empresas conseguem crescer", disse Alfredo Castellanos, sócio-gerente da Glisco Partners.

Por que a recuperação ainda é parcial

O número de rodadas de investimento continua abaixo do pico da região: foram 554 em 2025, ainda 30% a menos que as 788 registradas em 2022, no auge do ciclo anterior de capital de risco.

O resultado marca uma reversão em relação à queda de 36% nos investimentos em venture capital no Brasil registrada em 2025 pela KPMG. O Brasil também já soma 22 unicórnios, startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

A inteligência artificial puxa parte da recuperação. O capital destinado a startups de IA saltou de US$ 165 milhões no 1º semestre de 2025 para US$ 327 milhões no 1º semestre de 2026, elevando a fatia do setor no total investido de 7% para 19%.

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Ainda assim, empresas nativas de IA seguem pequenas no total captado: recebem apenas 1% do capital investido na região, segundo o levantamento.

O que acontece agora

Fundos internacionais já sinalizam apetite por negócios na região. Em setembro, o fundo de Peter Thiel liderou um aporte de R$ 200 milhões em uma legaltech brasileira.

É o tipo de movimento que a Endeavor e a Glisco Partners citam como parte do novo ciclo de capital que começa a se formar na região.