O Ministério da Saúde enviou, no último domingo (11), uma equipe da Força Nacional do SUS (FN-SUS) ao Amazonas para apoiar a rede de saúde local. A medida vem um dia depois de o governo reconhecer emergência em 36 municípios por causa das queimadas.
A equipe vai montar um diagnóstico da rede de saúde dos municípios atingidos: quais unidades foram sobrecarregadas, se faltam profissionais ou insumos, e como está o transporte sanitário. Dependendo do resultado, a missão pode deslocar equipes especializadas ou instalar hospitais de campanha.
"A missão da Força Nacional do SUS é identificar onde a rede de saúde foi interrompida ou sobrecarregada", disse Rodrigo Stábeli, diretor da Força Nacional do SUS.
Quem corre risco com a fumaça das queimadas?
Médicos da equipe orientam medidas de apoio à população exposta à fumaça, que tem risco maior de doenças respiratórias e cardiovasculares. A missão avalia também as condições de saúde das populações indígenas da região.
O trabalho acontece em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que atendem comunidades mais expostas à fumaça por viverem perto das áreas incendiadas.
O envio da equipe de saúde é a resposta mais recente de Brasília à crise. Dias antes, o Amazonas já havia decretado emergência nas 36 cidades, e Lula enviou 290 brigadistas e 6 aeronaves para o combate direto ao fogo.
O que acontece agora
Um KC-390 da FAB já joga água nos focos de incêndio no Amazonas. A equipe de saúde segue levantando a situação dos 36 municípios em emergência, sem prazo definido para concluir o diagnóstico.





























