Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram, no debate desta sexta-feira (23), duas propostas para tirar os brasileiros da dívida: o Desenrola 3.0, que já tem Medida Provisória publicada, e o Banco da Prosperidade, anunciado por Flávio sem cronograma nem fonte de recursos detalhada.

No debate, Flávio acusou o adversário de gastar para se reeleger: "O meu concorrente prometeu picanha, entregou abóbora." Lula respondeu que o endividamento "é uma coisa muito séria" e defendeu o programa que já está em vigor.

Como funciona o Desenrola 3.0

O programa prevê que a União compre, com desconto de até 95%, as dívidas das instituições financeiras, via leilão, e repasse o desconto ao devedor. Vale para débitos de até R$ 10 mil, em atraso de 2 a 4,5 anos.

A estimativa oficial é de até R$ 75 bilhões renegociados e 15 milhões de pessoas beneficiadas, com contratos previstos para fevereiro de 2027. A versão anterior do programa havia sido prorrogada até 31 de agosto por portaria da Fazenda.

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O que Flávio promete no lugar

O senador quer transformar a Caixa Econômica Federal no "Banco da Prosperidade", com crédito para empreendedores e um mecanismo chamado "Ganha-Ganha", que premia quem mantém as contas em dia ou se formaliza.

A proposta promete reduzir parcelas de R$ 100 a 200 para R$ 20 a 30, com pagamentos congelados por 6 meses.

Diferente do Desenrola 3.0, porém, a proposta de Flávio não tem Medida Provisória, cronograma nem fonte de recursos detalhada até agora. O confronto entre as duas propostas já havia aparecido antes do debate.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia dito que Flávio copia o programa do governo, numa reportagem publicada dias antes do debate.

Não tem novidade, é basicamente copiar o que o Lula fez.

O ponto em aberto

As duas propostas tentam resolver o mesmo problema que o Desenrola já atacou duas vezes desde 2023, sem reverter a curva. O endividamento cresceu mais rápido do que os programas conseguiram limpar.

No mesmo intervalo, o score de crédito do brasileiro também vem caindo. Nenhuma das duas campanhas respondeu, no debate, por que o desenho anterior não bastou.