Flávio Bolsonaro negou no debate desta sexta-feira (23) que vá privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Seu próprio plano de governo, porém, defende retomar o Programa Nacional de Desestatização para avaliar, caso a caso, a presença do Estado.
"São essas as fake news que ele está contando", disse Flávio, em referência a Lula, durante o debate da TV Globo, o último antes do segundo turno deste domingo (25).
O plano econômico de Flávio é coordenado por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, e por Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. O documento não cita a Petrobras nominalmente, embora Sachsida já tenha defendido publicamente "estudos para desestatizar a Petrobras".
O Banco do Brasil também não aparece citado no documento. Para a Caixa, o plano propõe transformá-la num "Banco da Prosperidade", com plataforma física e digital para crédito de empreendedorismo e financiamento habitacional, sem mencionar venda da instituição.
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O que mostra o histórico do PL com estatais?
O PND tem precedente: o governo de Jair Bolsonaro privatizou 76 estruturas públicas entre 2019 e 2022, incluindo as subsidiárias da Petrobras BR Distribuidora e Liquigás, e a Eletrobras, em 2022. Lula já disse publicamente ter o "sonho" de reestatizar a Eletrobras, caso reeleito.
A fala sobre a Eletrobras mostra como o tema das estatais segue vivo dos dois lados da disputa, mesmo décadas depois das privatizações dos anos 1990.
No mesmo debate, Flávio elogiou Javier Milei, a quem credita corrigir uma inflação que chegou a 211% ao ano, com juros de 100%, antes de sua gestão. São números citados de memória, e nenhuma fonte oficial argentina foi apresentada para sustentá-los.
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O ponto em aberto
Flávio nega privatizar as três estatais, mas o plano defende reativar o PND para avaliar "caso a caso" a presença do Estado. O documento não detalha os critérios, nem se Petrobras, Banco do Brasil ou Caixa entrariam na análise.
O próprio plano econômico, mais extenso do que o registrado no TSE, segue sem responder essa pergunta.
Daniella Marques, a coordenadora, veio da presidência da própria Caixa antes de chegar à campanha, em junho.































