O Flamengo pediu à Conmebol, nesta sexta-feira (23), para ser declarado vencedor da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, alegando escalação irregular do zagueiro argentino Marcos Rojo. O time carioca foi eliminado na quinta (22), nos pênaltis, por 3 a 2.
Rojo não disputou o jogo de ida, em La Plata, por não ter sido incluído a tempo na lista de inscritos. Ele entrou em campo na volta, no Maracanã, após obter autorização do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
O Flamengo argumenta que a escalação violou as regras da Conmebol. O clube já disputava a liberação de Rojo antes da partida. O Estudiantes foi notificado e tem até terça-feira (27) para apresentar defesa.
O precedente que o Flamengo usa
Em 2018, a Conmebol puniu o Santos pelo mesmo motivo. O uruguaio Carlos Sánchez, que cumpria suspensão disciplinar, entrou em campo contra o Independiente. A entidade transformou o empate em 0 a 0 do Peixe em derrota por 3 a 0.
O Santos precisou golear os argentinos no jogo da volta para seguir no torneio, mas só empatou de novo em 0 a 0, no Pacaembu, e foi eliminado.
É o mesmo roteiro que o Flamengo tenta evitar: um empate duplo que virou derrota no papel, não no campo.
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Por coincidência, o Flamengo também empatou os dois jogos da semifinal por 0 a 0 contra o Estudiantes, antes de cair nos pênaltis.
A punição a Sánchez veio de uma expulsão por agressão a um gandula, em 2015, ainda no River Plate. Em 2016, a Conmebol concedeu anistia pelo centenário da entidade e reduziu a pena de três jogos para um.
Essa pena reduzida deveria ter sido cumprida justamente contra o Santos, o que gerou a punição histórica usada agora como precedente.
O que acontece agora
O Estudiantes tem até terça-feira (27) para apresentar defesa à Conmebol. Depois, o caso segue para a Comissão Disciplinar, que decide se mantém o resultado ou declara o Flamengo vencedor.
O Estudiantes já se prepara para a final da Libertadores contra o Palmeiras, em 28 de novembro, no Centenário, em Montevidéu.































