O filme "O Outro Lado das Redes", dirigido por Aaron Sorkin, estreou nesta quinta-feira (22) revisitando a denúncia da ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, que em 2022 alertou o Congresso brasileiro sobre a falta de proteção eleitoral da plataforma no país.
O longa, intitulado "The Social Reckoning", tem 1h52 e escala Mikey Madison como Haugen, Jeremy Allen White como Horwitz e Jeremy Strong como Zuckerberg. Não é sequência de "A Rede Social" (2010), mas investiga o poder da plataforma 16 anos depois.
A história real por trás do filme começou em 2021, quando Haugen, cientista de dados, entregou documentos internos ao jornalista Jeff Horwitz, do Wall Street Journal. A publicação, em 13 de setembro daquele ano, rendeu a Horwitz um Pulitzer pela série "Facebook Files".
Os documentos mostraram que o Facebook priorizava o engajamento na linha do tempo dos usuários, escolha algorítmica associada ao crescimento de grupos extremistas, a problemas de saúde mental entre jovens e ao recrutamento por cartéis de tráfico de drogas.
A pressão da reportagem levou a empresa a mudar o nome corporativo para Meta, em 28 de outubro de 2021, mudança apresentada oficialmente como parte da aposta no metaverso.
O que Haugen disse sobre o Brasil?
Em julho de 2022, Haugen depôs na Câmara dos Deputados sobre o papel do Facebook na desinformação. Representantes da Meta foram convidados, mas não compareceram à audiência.
O Brasil é uma das democracias mais importantes do mundo e merece o mesmo nível de proteção eleitoral que os Estados Unidos receberam em 2020.
Segundo ela, o Facebook tinha 300 pessoas dedicadas à moderação de conteúdo eleitoral e reduziu a equipe para 60. Disse ainda que o português brasileiro é um dos idiomas sem os sistemas básicos de segurança que deveria ter.
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O que acontece agora
O alerta de Haugen ecoa nesta própria reta final de 2026: o TSE reuniu Meta, Google e TikTok para conter deepfakes antes do segundo turno deste domingo (25).
Antes disso, a campanha de Lula já havia denunciado a Meta e outras big techs à OEA, horas antes do debate que decide o 2º turno.
Na semana de estreia do filme, a Folha promoveu um debate sobre a obra em São Paulo.































