Flávio Bolsonaro citou a facada que seu pai, Jair Bolsonaro, sofreu em 2018 para defender o SUS no debate da TV Globo desta sexta-feira (23). O primeiro atendimento ocorreu na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG), poucas horas após o ataque.
É óbvio que vai ter investimento no SUS. Para você lembrar, meu pai foi salvo de uma facada dada por um ex-integrante do PSOL, na Santa Casa de Juiz de Fora. Foi o SUS que salvou o presidente Bolsonaro.
Flávio respondia a uma pergunta de Lula sobre eventual privatização do sistema de saúde. Na provocação, o petista citou a condução do governo Bolsonaro na pandemia: "poderia ter salvado pelo menos metade das pessoas que morreram", disse, criticando o então presidente por "debochar" das vítimas.
Bolsonaro foi esfaqueado durante uma caminhada de campanha no centro de Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018, e chegou ao hospital por volta das 15h40, em estado grave.
Os médicos identificaram lesões no intestino e numa veia do abdômen, além de hemorragia interna. A cirurgia de emergência começou pouco depois das 17h e durou cerca de duas horas, com transfusões de sangue.
Quanto custou o atendimento pelo SUS?
O atendimento custou cerca de R$ 1.090 para a Santa Casa e R$ 367 para a equipe médica, segundo a tabela do SUS, com valores informados pelo UOL numa reportagem de agosto de 2019.
As Santas Casas do país enfrentam dificuldades financeiras recorrentes, tema debatido recentemente no Senado.
No dia seguinte à cirurgia, Bolsonaro foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, por decisão da família, já com o quadro clínico estável. O custo da internação particular não foi divulgado.
Publicidade
O que aconteceu depois?
Bolsonaro passou por uma segunda cirurgia no Albert Einstein em 12 de setembro de 2018, após uma obstrução intestinal identificada durante a recuperação. Recebeu alta em 29 de setembro, 23 dias depois do atentado.
Não é a primeira vez que o tema aparece na campanha: no debate anterior, pela Band, Flávio já havia prometido um "padrão Einstein" para o SUS, e Lula também questionou a privatização.
Na mesma noite desta sexta, os dois candidatos voltaram a trocar farpas sobre a pandemia: Lula cobrou as mortes por covid, e Flávio citou uma "pandemia de assassinatos" no país.































