A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) o visitem na residência onde cumpre pena por tentativa de golpe.
Os advogados pediram que Moraes defina as datas dos encontros, com preferência por terças, quartas ou quintas-feiras. Bolsonaro está em prisão domiciliar desde a condenação pelo STF.
Por que o momento do pedido importa
O pedido chega em meio à articulação da oposição para a eleição da presidência do Senado em fevereiro de 2027. Marinho e Tereza Cristina são cotados para disputar o cargo contra o atual presidente.
Davi Alcolumbre já articula a própria reeleição com apoio do presidente Lula, enquanto PP e União Brasil, antes alinhados a Flávio Bolsonaro, voltaram a reforçar o nome do amapaense.
Os dois senadores integraram o governo Bolsonaro: Marinho comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional, e Tereza Cristina foi ministra da Agricultura.
As regras da prisão domiciliar
O regime de Bolsonaro restringe visitas às quartas e aos sábados, em três horários fixos. Aparelhos eletrônicos ficam retidos, e Moraes mantém a proibição de visitas com finalidade político-eleitoral ou que sirvam para divulgar manifesto político.
Apenas um grupo pequeno tem autorização permanente para entrar na casa: os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan, e cerca de cinco parentes próximos.
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O senador Flávio Bolsonaro, outro filho, segue proibido de visitar o pai. Qualquer outro nome, caso de Marinho e Tereza Cristina, depende de pedido específico à Justiça.
O que acontece agora
Cabe a Moraes, relator do caso, decidir se autoriza as visitas e em que datas. O ex-presidente já recebeu outras visitas de aliados na prisão domiciliar mediante autorização prévia, caso do filho Carlos Bolsonaro, que esteve com o pai em outubro.
No Senado, o PL pressiona a mesa diretora por outra frente: no mesmo dia do pedido, a bancada ameaçou travar pautas como a regulação das bets e a escala 5x2 caso não avancem as prioridades do partido antes da disputa pela presidência da Casa.






























