A Canva anunciou, em 3 de novembro, a primeira grande demissão em massa de sua história de 13 anos: 1.271 funcionários, 22% do quadro global. A empresa também reorganizou a equipe que ficou e revisou as metas de crescimento para 2026.
O corte encerra um ciclo de expansão ininterrupta e responde à primeira desaceleração no ritmo de vendas registrada pela empresa em uma década. A Canva já havia reduzido a projeção de crescimento de receita para 2026, de 30% para 20%.
Por que a IA pesou na decisão
A empresa cita a pressão crescente de startups dedicadas a inteligência artificial e de chatbots de uso geral, como ChatGPT e Gemini, que avançaram sobre o mercado de criação de imagens e design.
O corte segue o mesmo caminho da Microsoft, que demitiu 4.800 pessoas em reestruturação ligada à IA em julho.
O aumento das despesas da própria Canva com IA, usada para competir nesse mercado, forçou a revisão das projeções financeiras. A ironia é recente: em junho, um executivo da empresa chamou o Brasil de "crucial para o futuro" da Canva.
Foi no mesmo mês em que a companhia anunciou expansão por aqui apostando em inteligência artificial.
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O que muda para quem ficou na empresa
A Canva vai unificar as divisões de Produto, Growth e Platform sob um só comando. A partir de janeiro, quem está em regime híbrido vai precisar ir ao escritório de 2 a 3 vezes por semana.
Para quem foi demitido, a empresa oferece pacote com mínimo de 6 meses de salário, plano de saúde por 1 ano e coaching de carreira. Criou ainda o Canva Collective Fund, com US$ 10 mil a quem quiser empreender.






























