Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) querem acelerar a votação de propostas de interesse do governo no Congresso ainda em 2026, antes de a nova legislatura, eleita com maioria de oposição, tomar posse em janeiro de 2027.

Painel de votação em sessão conjunta do Congresso Nacional
Sessão conjunta do Congresso Nacional, em Brasília. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Entre as prioridades está a PEC da Segurança Pública, que já havia tentado voltar à pauta do Senado na reta final do 2º turno, sem sucesso.

Lula também avalia indicar um novo ministro ao STF ainda em 2026, antes de a composição do Senado, que precisa aprovar o nome, mudar com a nova legislatura.

O Orçamento de 2027, enviado ao Congresso em agosto, prevê salário mínimo de R$ 1.741. A peça precisa acomodar promessas feitas por Lula durante a campanha de reeleição, o que torna a aprovação ainda mais sensível para o Planalto.

O Centrão, grupo de partidos com forte influência no Congresso, quer aproveitar a mesma janela para discutir mudanças no sistema eleitoral, redução da maioridade penal e uma possível reforma do Judiciário. A pressão do grupo cresce a cada semana que passa.

Nem todos os pontos têm consenso na base aliada. O PT quer aprovar a PEC da Segurança sem incluir a redução da maioridade penal, bandeira defendida pelo Centrão. Isso pode travar a pauta que o governo quer destravar antes da virada do Congresso.

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A pressa tem uma explicação direta: as mesmas pautas, votadas depois de fevereiro, enfrentam um Congresso onde a oposição tem mais força do que hoje.

O que acontece agora

Deputados e senadores eleitos em 2026 tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, data em que cada Casa também elege sua nova Mesa, para mandato de dois anos. A partir daí, o Senado passa a ter maioria de oposição ao governo.