A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentou nesta terça-feira (27) o supercomputador "Soberano", instalado no Instituto de Geociências, com investimento de R$ 15 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao governo federal. A máquina vai processar dados sobre terras raras, produção de alimentos, disponibilidade de água, demarcação de terras indígenas e prevenção de desastres.
De acordo com a reportagem, o nome do equipamento remete à ideia de autonomia. O conhecimento gerado pela máquina deve dar ao país mais independência para tomar decisões estratégicas sobre o próprio território.
O que a professora da UFMG diz sobre soberania
A professora do Departamento de Cartografia da UFMG, Sonia Ribeiro, disse que a nova capacidade de processamento permite "começar a olhar o terreno de uma forma muito mais detalhada".
"Isso serve para muitas aplicações de defesa nacional. Soberania, saber onde tem a comida, quanta comida muda ao longo do ano", afirmou a professora.
Segundo ela, como as imagens usadas pelo sistema são atualizadas diariamente, é possível acompanhar a evolução da safra em cada área de produção.
"Porque, como essas imagens são atualizadas diariamente, a gente consegue saber a evolução do que é que, qual vai ser a safra de uma determinada área em produção", declarou Sonia Ribeiro.
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Ela destacou ainda que esse acompanhamento ajuda a estimar quanta água será necessária para irrigação ao longo do ano.
Conhecer o território com detalhe, segundo a professora, é o objetivo central do projeto. "Então, conhecer o território com muito detalhe é o objetivo desse projeto. E tudo o que depende da nossa soberania", afirmou.
Mapeamento chega a área hoje restrita a 8% do país
Um dos diferenciais do Soberano é automatizar a produção cartográfica do território brasileiro na escala 1 para 25 mil, nível de detalhamento hoje restrito a apenas 8% do território nacional.
Segundo a reportagem, o sistema passa de 900 para 25 metros quadrados no detalhamento do mapeamento.
O supercomputador também vai apoiar o serviço geológico brasileiro no mapeamento de terras raras.
"Os nossos colegas e parceiros do Serviço Geológico Brasileiro é uma das áreas que eles querem e já estão trabalhando nesse sentido", disse Sonia Ribeiro.
Segundo ela, a nova ferramenta permite fazer esse trabalho de um modo mais detalhado e com velocidade mais adequada às necessidades do país.
"Porque vai criar data, vai criar inteligência, que é de universidades públicas federais, dos seus professores, dos seus alunos e dos seus parceiros institucionais, instituições brasileiras de governo, empresas", resumiu Sonia Ribeiro sobre o significado do nome do supercomputador.































