Mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo (25) no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), disputa que ganha capas do Financial Times, Guardian e New York Times como teste para a relação do Brasil com os EUA.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o eleitorado soma 159 milhões de pessoas. A margem deve ser estreita. Decide quem ainda não se identifica com nenhum dos dois lados, já cristalizados entre si.
O Financial Times e o Washington Post, em texto da Associated Press, tratam a eleição como divisor para a política externa brasileira. Uma vitória de Flávio, segundo o FT, pode aproximar o Brasil do governo de Donald Trump e mudar a relação com Washington.
A reeleição de Lula manteria a distância já praticada com a Casa Branca, avalia o FT. A disputa ocorre em meio a juros altos, custo de vida e crime, tema que aparece nos planos opostos de Lula e Flávio para o tarifaço dos EUA.
O fator Trump na pauta internacional
O fator Trump concentra boa parte da cobertura. Financial Times e Washington Post apontam que a vitória de Flávio sinalizaria guinada à direita e maior proximidade com o republicano, e que a permanência de Lula preservaria o distanciamento atual em relação à Casa Branca.
A BBC relembra que Lula tem defendido a soberania do país diante de Trump, como fez em discurso na ONU antes mesmo de o republicano discursar, e contrapõe a fala à posição de Flávio, favorável ao alinhamento com Washington contra o crime organizado.
O Brasil não cabe no quintal de ninguém
O New York Times resume a disputa como um confronto de visões opostas para o combate ao crime organizado e para a retomada de uma economia que o jornal descreve como estagnada, o que tem deixado parte da população em dificuldade financeira.
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A Al Jazeera destaca que as duas campanhas disputam o voto de quem se absteve no primeiro turno, fator que pesquisadores já apontavam como decisivo para o resultado do segundo turno.
O que acontece agora
A votação segue até o fim da tarde deste domingo (25).
A apuração começa assim que as urnas fecham, e os jornais que acompanharam a reta final da campanha, da Associated Press à Al Jazeera, devem manter o mesmo enquadramento usado nas vésperas, tratando o resultado como teste para a relação do Brasil com os EUA.































