O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que pretende proibir o uso da expressão "inteligência artificial" em documentos oficiais do governo americano e em outros contextos. Ele defende que a tecnologia seja chamada de "superinteligência", por considerar o termo atual impreciso.
A declaração foi publicada no Truth Social, rede social do próprio Trump, em uma crítica ao jornal americano The Wall Street Journal, questionado por ainda usar a expressão "inteligência artificial".

"Em pouco tempo, vamos proibir oficialmente o termo 'IA/inteligência artificial' em todos os documentos relevantes, e em tudo o mais, devido à sua imprecisão", escreveu Trump.
Inteligência artificial é o nome usado para tecnologias que executam tarefas que exigiriam habilidades humanas, como interpretar textos e produzir conteúdo. Já "superinteligência" é termo associado a uma IA que ultrapassaria as capacidades cognitivas humanas, sem ser sinônimo técnico consolidado hoje.
A declaração não detalha como a proibição funcionaria, quais documentos seriam afetados, nem quando entraria em vigor. Por ora, é uma posição pessoal do presidente, não uma ordem executiva formalizada.
Não é a primeira vez que Trump tenta controlar a linguagem oficial: em setembro, um banimento de imprensa imposto por ele esbarrou em questionamentos jurídicos nos EUA. Ele ataca a imprensa com frequência, em posts que rendem lucro a empresas ligadas a ele.
No Brasil, o uso de IA também tem gerado debate: deepfakes já viraram a maioria do uso da tecnologia em campanhas eleitorais, mostrando como a definição do termo tem efeito prático além dos Estados Unidos.































