Paris vive sob toque de recolher parcial desde a noite de segunda-feira (19), decretado após um fim de semana de saques e confrontos que deixou dois mortos e quase 2,4 mil detidos em todo o país, segundo as autoridades francesas.
A mobilização do último sábado (17) reuniu entre 550 mil, segundo o governo, e 800 mil, segundo os organizadores, em cerca de 110 manifestações. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump atribuiu os protestos à imigração, mas os dados oficiais franceses contradizem essa leitura.
O Ministério do Interior francês contabilizou 2.397 interpelações e 997 policiais e gendarmes feridos no sábado em todo o país. Somente em Paris, foram 855 interpelações, 297 integrantes das forças de segurança feridos e 111 feridos entre moradores e manifestantes.
No domingo (18), a capital teve mais 351 interpelações e 36 estabelecimentos comerciais danificados, 33 deles saqueados: lojas, supermercados e comércios de eletrônicos e de artigos de luxo, segundo a Polícia de Paris.
A crise já tem efeito fora da França: a turbulência chegou a derrubar bolsas europeias e contagiar o Ibovespa na semana passada, e o movimento por custo de vida já se espalhou para outros três países europeus.
O que muda para quem vai viajar a Paris?
Quem vai viajar a Paris não enfrenta bloqueio geral: a cidade não está sob toque de recolher total, e boa parte segue com rotina normal, incluindo cafés e restaurantes a poucos metros das áreas de confronto.
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Não há registro oficial nem relato da imprensa francesa de turistas alvo direto de saques ou intimidações. Os ataques se concentraram em estabelecimentos comerciais, veículos e prédios públicos.
O que acontece agora
Novas manifestações estão marcadas para este sábado (24), e o governo anunciou reforço das forças de segurança. A França também investiga as duas mortes registradas no fim de semana, segundo apuração da AFP.





























