O governo dos Estados Unidos lidera, desde março, uma coalizão com 18 países latino-americanos contra o crime organizado, batizada de Shield of the Americas. O Brasil é um dos únicos grandes países da região que não aderiu, ao lado do México.
O Departamento de Estado americano classificou 21 grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas. O Pentágono já realizou 71 ataques a embarcações nas águas da região, matando quase 240 pessoas apontadas pelo governo dos EUA como narcotraficantes, segundo a Folha.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) que acompanham os ataques da chamada Operação Southern Spear consideram que as ações violam o direito internacional e podem configurar crime contra a humanidade.
O que é a coalizão liderada pelos EUA?
A coalizão reúne 18 países latino-americanos mais os Estados Unidos, incluindo Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras e Panamá. Brasil e México são os dois grandes países da região que ficaram de fora.
Ao menos quatro integrantes (Colômbia, Guatemala, Honduras e Equador) já realizam operações militares conjuntas com tropas americanas contra cartéis, segundo a Folha. Em setembro, soldados dos EUA participaram de uma ação policial contra um cartel no Equador.
O governo Trump também usa sanções, tarifas, revogação de vistos e o bloqueio ao petróleo de Cuba como instrumentos de pressão na região. A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso pelos americanos, é o exemplo mais citado dessa estratégia.
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A TV Sim Brasil já mostrou por que os EUA miram Maduro na Justiça enquanto cortejam quem pode substituí-lo no poder.
No Brasil, a disputa presidencial chega ao 2º turno em 25 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL), que teve mais votos no 1º turno.
Uma pesquisa de outubro mostrou os dois tecnicamente empatados no cenário de 2º turno.
O tarifaço dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras é outro ponto de atrito entre os dois países. O resultado da eleição americana de novembro pode pesar no desfecho do tarifaço, meses depois de o tema ter sido anunciado.
O 2º turno da eleição brasileira acontece em 25 de outubro. Até lá, o governo americano segue cobrando a adesão de mais países da região à coalizão contra os cartéis, enquanto a negociação sobre o tarifaço aguarda proposta dos Estados Unidos em novembro.





























