O diretor polonês Pawel Pawlikowski lança "A Terra do Meu Pai", retrato da viagem de volta do escritor Thomas Mann a uma Alemanha dividida no pós-Segunda Guerra, com apenas 82 minutos de duração. O filme venceu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes.

No longa, Erika (Sandra Hüller) acompanha Thomas Mann (Hanns Zischler) numa viagem por uma Alemanha dividida e em ruínas, de Frankfurt, sob controle dos EUA, a Weimar, sob controle soviético, no verão de 1949.

É o primeiro retorno do escritor à terra natal após 16 anos de exílio nos Estados Unidos.

O filme estreou na competição principal do 79º Festival de Cannes, em maio, onde Pawlikowski venceu o prêmio de Melhor Diretor. A crítica destacou a direção, a fotografia e as atuações.

"O que faço é reescrever, reescrever e reescrever", disse Pawlikowski sobre o próprio processo de roteiro.

O polonês é apontado como um dos poucos cineastas do circuito de grandes festivais que precisa de menos de 90 minutos para dizer o que quer.

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Por que ele é chamado de habitué do Oscar?

Pawlikowski já tem uma passagem vitoriosa pela Academia. "Ida" (2013), sobre uma noviça polonesa que descobre raízes judaicas no pós-Holocausto, venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Em 2018, "Guerra Fria", inspirado livremente na história dos próprios pais do diretor, deu a ele uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor.

Antes disso, o longa "Last Resort" (2000) já havia lhe rendido aclamação em festivais como Toronto e Sundance, e o Bafta de novo talento mais promissor do cinema britânico, em 2001. Pawlikowski começou como documentarista na TV britânica.

O circuito de festivais segue movimentado para o cinema de autor. Em outubro, o Festival do Rio abriu com 359 títulos em 28 espaços pela cidade.

Dias depois, o Festival do Rio premiou 'A Margem do Rio' e um documentário sobre Elza. O longa brasileiro 'A Margem do Rio', aliás, já havia representado o país no Festival de Locarno, na Suíça.