A Justiça de Mato Grosso liberou o show do cantor Eduardo Costa em Lambari D'Oeste, cidade de 4.790 habitantes, que vai pagar R$ 620 mil pela apresentação. A juíza Luciana Sittinieri Leon revogou a liminar que suspendia o contrato após ação do Ministério Público.
O show está marcado para 31 de outubro, na 20ª edição da Lambari Fest, segundo o Metrópoles. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia pedido a suspensão do contrato por suspeita de sobrepreço na licitação com a empresa Ecxpetaculo Produções Ltda.
Segundo o MP, o cachê de R$ 620 mil superava em até 37,78% os valores pagos por outras cidades por shows de Eduardo Costa.
Após a suspensão, a prefeitura pediu reconsideração e apresentou documentos contábeis, notas fiscais e contratos de outros municípios para justificar o valor.
A defesa mostrou que o cachê está em conformidade com o praticado em eventos de mesmo porte em Minas Gerais, Goiás, Paraná e Bahia, em 2025 e 2026.
A proposta da produtora inclui transporte aéreo e terrestre para equipe de mais de 30 profissionais, hospedagem, alimentação e montagem de som, luz e painéis de LED, segundo o processo.
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A prefeitura também comprovou dotação orçamentária regular e empenho vinculado à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, sem afetar os investimentos obrigatórios em saúde e educação.
O caso mostra como municípios pequenos vêm disputando na Justiça o direito de pagar grandes cachês, mesmo com orçamentos apertados.
Não é o único caso do tipo neste ano. Em outubro, a Justiça mandou devolver R$ 300 mil gastos com um show de Gusttavo Lima em São Luís (MA).
Em Minas Gerais, a Justiça também já interferiu em contratações de shows por prefeituras. Em setembro, um tribunal liberou shows de Mioto, mas manteve veto a Ana Castela em outra cidade do estado.
O gasto público com shows é alto mesmo fora de Mato Grosso. Só as prefeituras de Minas Gerais gastaram R$ 1,5 bilhão com artistas entre 2020 e 2025.





























