Enquanto fecha lojas nos Estados Unidos, a Starbucks acelera a expansão no Brasil. A rede soma hoje 130 cafeterias no país, operadas pela Zamp, e prevê abrir mais 32 lojas até o fim do ano, acima da meta de 30, segundo a Folha de S.Paulo.
Nas últimas semanas, a Starbucks fechou centenas de lojas de baixo desempenho nos Estados Unidos. As unidades afetadas representam cerca de 1% dos 18 mil estabelecimentos que a companhia tem no país, segundo a Folha.
O movimento faz parte do plano global "Back to Starbucks", lançado depois que Brian Niccol assumiu como CEO da companhia em 2024.
"No Brasil, observamos um momento positivo, impulsionado pela expansão da presença da Starbucks e pela crescente conexão dos consumidores com a marca", informou a Starbucks em nota. "O Brasil segue sendo um mercado estratégico para a Starbucks globalmente, com significativo potencial de crescimento."
A marca passou por uma espécie de apagão quando a SouthRock, então operadora das lojas da rede no Brasil, pediu recuperação judicial no fim de 2023, com uma dívida de R$ 1,8 bilhão, segundo o TMA Brasil.
Das 187 lojas que a SouthRock chegava a operar, 43 fecharam até novembro daquele ano, conforme a Exame.
A Justiça homologou o plano de recuperação da SouthRock em 31 de março de 2025, de acordo com o Mercado&Consumo. A operação da marca passou então para a Zamp, mesma empresa que já administrava o Burger King no país.
Como a Zamp reacendeu a expansão
A Zamp retomou os investimentos no Starbucks a partir do segundo trimestre de 2026, depois de meses evitando abrir novas unidades. Desde então, a rede já abriu 20 lojas no país, segundo a Folha, e lançou produtos sazonais e parcerias com outras marcas.
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No mesmo período, a Zamp saiu do prejuízo. A empresa fechou o quarto trimestre de 2024, já sob a gestão do Starbucks e do Subway recém-incorporados, com perda líquida de R$ 40,6 milhões, segundo o Money Times.
Um ano depois, no quarto trimestre de 2025, a companhia reportou lucro de R$ 31,4 milhões, de acordo com o Investidor10. A virada ajuda a explicar por que a Zamp acelerou os investimentos quando a matriz global corta lojas nos Estados Unidos.
Em fevereiro de 2025, a controladora da Zamp, o fundo soberano Mubadala Capital, de Abu Dhabi, colocou o executivo Pedro Zemel, ex-CEO da Centauro, no comando da empresa, com a missão de reverter os prejuízos, segundo a Bloomberg Línea.
Nos Estados Unidos, a rede avalia comprar a Chipotle por até US$ 41 bilhões, movimento que faz parte da mesma reestruturação liderada por Niccol.
Não é a única rede do setor sob pressão financeira. Em agosto, o Habib's também entrou em recuperação judicial, com dívida de R$ 265,2 milhões.
O instrumento virou praticamente uma tendência no varejo de alimentação brasileiro nos últimos meses.
Em setembro, uma cafeteria de Curitiba apareceu entre as 100 melhores cafeterias da América Latina, sinal de que o mercado de café no Brasil não se resume às grandes redes.
O que acontece agora
O plano da Starbucks para os próximos anos aponta para fora do Sudeste. A partir de 2027, segundo a empresa, a rede avalia novas cidades e regiões, mantendo o crescimento em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Hoje as 130 lojas estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Bahia e no Distrito Federal.





























