A aprovação de Donald Trump caiu para 32%, a menor marca de sua carreira política, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (21), em meio à insatisfação com o custo de vida antes da eleição de meio de mandato de 3 de novembro.
Segundo o levantamento, feito pela internet com 1.277 adultos nos Estados Unidos, apenas 17% dos entrevistados aprovam a forma como Trump lida com o custo de vida. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A pressão também chegou à base do presidente. A Reuters/Ipsos mostra que 73% dos republicanos aprovam o desempenho de Trump no cargo, ante 82% em pesquisa realizada uma semana antes. É uma perda de nove pontos no grupo que sustenta o governo.
O dado mais sensível para a Casa Branca é que a crítica econômica deixou de vir só da oposição. Pela primeira vez, os republicanos que desaprovam a condução do custo de vida superam os que aprovam: 51% a 44%, de acordo com a pesquisa.
O que derrubou a aprovação?
O que derrubou a aprovação foi a combinação entre preços altos e desgaste político da guerra contra o Irã. Segundo a Reuters/Ipsos, a insatisfação republicana cresceu desde fevereiro, quando Trump iniciou o conflito, que pressionou gasolina e diesel.
Trump voltou à Casa Branca em janeiro de 2025 prometendo conter a inflação e encerrar guerras no exterior. Nas horas seguintes à posse, a mesma série Reuters/Ipsos apontava 47% de aprovação. Na semana passada, o índice geral estava em 35%.
A queda importa para o Brasil porque a agenda de Trump já atravessa comércio, diplomacia e tecnologia. Nesta segunda, a TV Sim mostrou que Lula levou soberania à ONU sob a sombra do republicano e da eleição americana.
O mesmo ambiente político aparece no comércio exterior. O Brasil também levou o tarifaço dos EUA à OMC em consulta nesta semana, outro front em que a popularidade de Trump pesa na margem de negociação.
Na tecnologia, Washington tenta chegar à cúpula com Pequim com uma proposta de alerta para inteligência artificial. A ofensiva foi tratada pela TV Sim na matéria sobre o acordo de IA entre EUA e China.
O que acontece agora
O que acontece agora é a disputa pelo controle do Congresso em 3 de novembro. A pesquisa diz que o custo de vida é a principal questão para o voto, e os republicanos tentarão preservar maiorias estreitas.
A comparação mostra a velocidade da perda: Trump saiu de 47% após a posse para 35% na semana passada e chegou agora a 32% de aprovação.
Se o custo de vida continuar no centro da campanha, a Casa Branca entra no meio de mandato defendendo sua própria base.































