Governadores eleitos no 1º turno intensificaram a mobilização de prefeitos e lideranças locais na reta final do 2º turno, que termina domingo (25). Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) fazem o mesmo movimento, motivados pelo temor de alta abstenção.

A mobilização inclui carreatas, atos públicos, reuniões com prefeitos e lideranças regionais, além de vídeos e convocações nas redes sociais.

A aposta dos dois lados é que prefeito e vereador convencem mais eleitor a votar do que ato de palanque nacional, segundo leitura de estrategistas das duas campanhas.

No campo de Flávio, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) já articulava 50 atos na semana passada. Agora a programação soma 93 atos em municípios paulistas até este sábado (24), entre carreatas, motociatas e adesivaços.

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No Sul, os governadores eleitos Jorginho Mello (PL-SC), Sergio Moro (PL-PR) e Luciano Zucco (PL-RS) participaram de mobilizações conjuntas em apoio a Flávio.

Em Goiás, Daniel Vilela (MDB) fez carreatas em Aparecida de Goiânia e Anápolis ao lado de Ronaldo Caiado. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) pediu a prefeitos, vereadores e parlamentares que ampliassem o apoio a Flávio entre eleitores indecisos.

No campo de Lula, o governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) já vinha reunindo prefeitos pelo petista desde a semana passada. Nesta reta final, ele reuniu prefeitos, ex-prefeitos e vereadores e acompanhou Lula em agenda no Nordeste.

No Ceará, Elmano de Freitas (PT) participou de ato em Sobral na quinta-feira (22), ao lado de Cid Gomes, e pediu votos para o petista.

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No Piauí, Rafael Fonteles (PT) publicou vídeo nas redes na quinta defendendo a intensificação das ações presenciais e digitais. Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) já havia reunido mais de 50 prefeitos no início do 2º turno.

O que acontece agora

Os governadores eleitos dos três estados do Sul devem acompanhar Flávio Bolsonaro no debate da TV Globo. A votação do 2º turno ocorre domingo (25), e a expectativa das duas campanhas é usar o sábado para a última rodada de atos presenciais.

A disputa chega à reta final com parcela de indecisos em alta, o que reforça a corrida dos dois lados contra a abstenção.