A quatro dias do 2º turno, o debate sobre o que vai decidir a eleição entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) girou em torno de dois fatores: abstenção e indecisos. O tema foi discutido na quarta-feira (21), no programa "O Grande Debate", da CNN.

Na pesquisa espontânea da Quaest divulgada no mesmo dia, o percentual de indecisos dobrou em uma semana, de 7% para 14%. Nesse recorte, Flávio e Lula aparecem numericamente empatados, com 40% cada um.

Por que a abstenção deve crescer no 2º turno?

O empresário Leonardo Bortoletto avalia que os votos dos dois candidatos já estão, em grande medida, consolidados, com pouca margem de mobilização adicional nas horas que antecedem a votação.

A abstenção, eu acredito que vai seguir a regra histórica das últimas eleições, com exceção da última.

Bortoletto lembra que, no 2º turno, SP, RJ e MG não têm eleição para governador, reduzindo a mobilização dos palanques estaduais. A campanha de deputados e senadores não está mais em curso. "Eu acredito que a definição está no indeciso", concluiu.

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O calor da disputa pode motivar o eleitor indeciso?

O comentarista José Eduardo Cardozo concorda com o enfraquecimento dos palanques estaduais, mas destaca que o acirramento político pode motivar quem não votou no 1º turno a votar no 2º.

"O calor político pode motivar pessoas a votarem", disse Cardozo, citando eleitores que afirmaram ter deixado de votar no 1º turno e pretendem fazê-lo agora.

A disputa chega indefinida: desde a redemocratização, o Brasil nunca teve uma virada no 2º turno presidencial. Vencer a abstenção recorde já era apontado como desafio da campanha de Lula, segundo o vice-presidente Alckmin.

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Os 14% de indecisos apontados pela Quaest também apareceram em outro levantamento divulgado nesta quinta, reforçando a indefinição às vésperas da votação.

O mesmo tema já havia sido antecipado em outro programa da emissora, quando comentaristas da CNN avaliaram o que Lula e Flávio precisam fazer para vencer o 2º turno.

O que acontece agora

O 2º turno ocorre neste domingo (25). Até lá, as campanhas seguem disputando o eleitorado indeciso nos últimos dias de propaganda eleitoral autorizada pelo TSE.