O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula um bloco com 17 partidos para tentar a reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027. O bloco reúne dez partidos do Centrão, três de esquerda (PDT, PSB, PV) e sinalização de apoio do PT.
Se o bloco se confirmar, o PT ou partidos do Centrão fariam os 15 primeiros pedidos de presidência de comissão, e o PL cairia da 1ª para a 16ª escolha.
Pelas regras da Câmara, o partido com mais cadeiras tem prioridade nas comissões e na Mesa Diretora. Mas quando partidos se juntam em bloco, o critério passa a considerar o tamanho do bloco, e não de cada partido isolado.
Motta já tinha, na semana passada, apoio de 245 deputados do Centrão para a reeleição.
O PL, maior bancada da Câmara desde a redemocratização, com 121 cadeiras, tem ao menos dois pré-candidatos à presidência da Casa: o deputado Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, ambos do Rio de Janeiro.
Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou à GloboNews que a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara, é uma de suas ambições.
Mesmo isolado, o PL não ficaria sem espaço algum, mas perderia o poder de escolher as comissões mais disputadas da Casa.
Publicidade
O que dizem os analistas
As avaliações sobre as chances de Motta divergem. Para o cientista político Sérgio Praça, da FGV/Unifal, ele não será reeleito presidente da Câmara. Já o consultor Elias Tavares, da Damásio, pondera que a bancada de 121 deputados dá ao PL musculatura para disputar a presidência.
A eleição da Mesa Diretora da Câmara acontece em 1º de fevereiro de 2027, no início da próxima legislatura.
O que acontece agora
O cálculo final depende da oficialização do bloco, que deve ser firmada só no início da legislatura. Até lá, Motta segue fechando apoios: Lula já disse publicamente que o presidente da Câmara vai ajudá-lo a vencer a eleição deste mês.































