O senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quinta-feira (22) no TSE as condições para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Entre as 19 exigências está a divulgação completa ao eleitor dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023.
Horas antes, a campanha de Lula (PT) tinha entregado ao TSE a própria documentação. A equipe petista pediu que a Corte arbitre a divulgação simultânea dos dois lados.
Segundo a petição de Flávio, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que 99,55% dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023 foram registrados como sigilosos.
Entre as outras exigências está a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho de Lula, Fábio Luís, e da esposa, Renata, de 20 anos. Também pede dados sobre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sobre o esquema do INSS ligado a Roberta Luchsinger.
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As duas campanhas correm contra o prazo do 2º turno, no domingo, e disputam quem definirá os termos de uma divulgação que nenhuma das duas controla sozinha.
Como começou essa disputa
O impasse nasceu no debate da TV Band de domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir os próprios sigilos bancário e telefônico. Os advogados de Flávio classificaram a proposta inicial do petista de “gaveta vazia”, por deixar de fora investigações específicas.
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A campanha de Flávio escalou o ex-procurador Deltan Dallagnol para analisar os dados que a equipe de Lula pretende tornar públicos.
O que acontece agora
O TSE ainda não decidiu se vai arbitrar o pedido de Lula, nem como vai tratar as condições de Flávio. O debate da Globo nesta sexta (23) deve reabrir o tema, três dias antes da votação.

































