Sete senadores tiveram desempenho melhor do que na eleição de 2018, mas ainda assim perderam a disputa por uma vaga no Senado no último domingo (4), em todo o país. Juntos, somaram 910.967 votos a mais do que na eleição anterior.

Dos 32 candidatos que tentaram a reeleição ao Senado, apenas 14, ou 43,8%, conseguiram renovar o mandato. Os outros sete, apesar de crescerem em votos, caíram para adversários mais fortes.

As derrotas não ficaram concentradas numa única corrente política. Em Alagoas, no Distrito Federal, em Mato Grosso e em Santa Catarina, os senadores foram superados por candidatos de centro-direita. Já em Minas Gerais, no Pará e no Piauí, quem venceu foi o centro-esquerda.

Crescer em votos deixou de ser garantia de vaga. O eleitor trocou de lado em quatro estados e reforçou quem já tinha em outros três.

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Zequinha Marinho (Podemos-PA) teve o maior salto entre os sete, com mais de 514 mil votos a mais que em 2018. Ainda assim, não foi reeleito.

Carlos Fávaro (PSD-MT), Carlos Viana (PSD-MG), Ciro Nogueira (PP-PI) e Esperidião Amin (PP-SC) tiveram aumentos menores, de 7 mil a 39 mil votos cada, mas também ficaram de fora do novo mandato.

Os casos de Leila Barros e Renan Calheiros

Em Brasília, Leila Barros (PDT) somou 46,7% a mais de votos que em 2018, mas perdeu as duas vagas do Distrito Federal para Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, numa votação recorde.

Renan Calheiros (MDB) teve 109.483 votos a mais em Alagoas, mas ficou atrás por 195,8 mil votos, quase o dobro do que ganhou a mais este ano.

Ele perdeu as duas vagas de Alagoas para Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), eleitos com 28,87% e 28,80% dos votos, contra 22,24% de Renan.

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Renan está no Senado desde 1995 e havia sido reeleito em 2002, 2010 e 2018, somando mais de 20 anos no cargo. O terceiro senador de Alagoas, Renan Filho (MDB), filho de Renan Calheiros, segue no mandato até 2031 e não disputou esta eleição.

O que acontece agora

Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. Entre os 11 senadores que se reelegeram crescendo em votos, apenas Carlos Portinho (PL-RJ) não era cabeça de chapa em 2018, quando foi 1º suplente do senador Arolde de Oliveira.

O resultado faz parte da renovação de um terço do Senado, decidida a cada quatro anos. O novo Senado eleito já é avaliado pela composição ideológica, com reflexo direto em pautas como a relação com o STF.