A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) novas diretrizes que desaconselham remédios, cirurgia bariátrica e dispositivos para perda de peso em crianças de até 9 anos com obesidade. Para adolescentes de 10 a 19 anos, o tratamento só entra como última opção.
A diretriz prevê o uso de medicamentos da família GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, só depois de seis meses sem resultado com mudança na alimentação e na atividade física. A cirurgia bariátrica pode ser autorizada em casos de obesidade grave, sob condições rigorosas.
A obesidade entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos cresce no mundo todo. Veja a dimensão do problema, segundo a OMS:
A prevalência de obesidade nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, segundo a OMS. Em dezembro de 2025, a organização já tinha recomendado o uso de medicamentos GLP-1 para obesidade em adultos.
O que diz a pediatria no Brasil
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria já tinha alertado contra o uso de canetas emagrecedoras em crianças sem indicação médica, reforçando que o tratamento da obesidade infantil deve ser conduzido por profissionais de saúde, não por conta própria.
O mercado brasileiro de medicamentos da família GLP-1 cresce rápido. A farmacêutica EMS lançou uma caneta de semaglutida nacional a partir de R$ 452, mais barata que as importadas.
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Um estudo já mostrava que a obesidade na infância tende a persistir na adolescência, reforçando a importância de intervenção precoce.
O que acontece agora
A OMS diz que as diretrizes servem para orientar sistemas de saúde e profissionais a oferecer cuidado oportuno, baseado em evidências e centrado na pessoa, para crianças e adolescentes com obesidade. Não há prazo definido para adoção no Brasil.





























