O artista plástico Juarez Machado morreu aos 85 anos nesta terça-feira (6), em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), que ainda não divulgou informações sobre a despedida e as homenagens.
Nascido em Joinville (SC) em 1941, ele construiu mais de seis décadas de carreira como pintor, escultor, desenhista e caricaturista. Também atuou como mímico, designer, cenógrafo, escritor, fotógrafo e ator.
Filho de um colecionador e caixeiro viajante e de uma mãe também artista, Juarez começou a desenhar ainda criança. Estudou na Escola de Belas Artes de Curitiba (PR) no início dos anos 1960, onde ganhou o primeiro prêmio por “Operários do Itaum”.
O quadro que o tornou famoso no Fantástico
Na década de 1970, Juarez comandou um quadro semanal no Fantástico, da TV Globo, em que misturava mímica com desenhos feitos em tempo real. Ele se apresentava com o rosto pintado de branco, interagindo com os próprios desenhos ao vivo.
O quadro o tornou um dos pioneiros do desenho de humor na televisão brasileira. Nos anos 1980, Juarez se mudou para Paris, onde abriu ateliê e consolidou o nome no circuito de galerias da Europa e das Américas.
O mesmo artista que fez rir uma geração inteira na TV se tornaria, anos depois, nome de museus e galerias fora do Brasil.
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Em Joinville, sua maior obra é o mural “O Grande Circo”, na fachada do Centreventos Cau Hansen. São 90 metros quadrados com 963 peças cerâmicas pintadas à mão.
Ele integra uma geração de artistas plásticos brasileiros que levaram o nome do país para fora, como Romero Britto.
É o caso também de Claudio Tozzi, outro nome da pintura brasileira com repercussão internacional.
Luto em Joinville
A prefeita de Joinville, Rejane Gambin, decretou luto oficial de três dias pela morte do artista. Ele também foi declarado cidadão honorário da cidade em 1982 e recebeu, em 2015, a Medalha Princesa Dona Francisca, a maior honraria do município.
“Joinville é grata ao legado de Juarez Machado para a cultura e as artes. Ele ajudou a levar o nome de Joinville para o Brasil e o mundo, deixando sua marca como um artista talentoso”, disse a prefeita, em nota.
O Instituto Internacional Juarez Machado, que confirmou a morte, também se manifestou. “Sua obra foi marcada pela sensibilidade, pelo humor e pelo olhar atento ao cotidiano. Emocionou diferentes gerações e levou o nome de Joinville a públicos de vários países”, diz o comunicado.
Juarez é mais um nome de uma geração de artistas ligados à TV Globo dos anos 1960 e 1970 que se despede em 2026, como o ator Gracindo Jr., que estreou na emissora em 1965.
O que acontece agora
As informações sobre o velório e as homenagens serão divulgadas pelos canais oficiais do instituto nos próximos dias.





























