Relatórios do JPMorgan e do Goldman Sachs projetam o dólar entre R$ 4,50 e R$ 5,80 conforme o resultado da eleição deste domingo (4). Os bancos concordam que o ajuste fiscal do próximo governo, mais do que o vencedor, vai definir o rumo da moeda.
O que cada banco projeta
O JPMorgan projeta o dólar a R$ 4,90 em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e a R$ 5,50 em caso de reeleição de Lula (PT). O banco também vê espaço para a Bolsa subir até 41% com reformas aprovadas.
| Banco | Cenário | Dólar projetado |
|---|---|---|
| JPMorgan | Vitória de Flávio Bolsonaro | R$ 4,90 |
| JPMorgan | Reeleição de Lula | R$ 5,50 |
| Goldman Sachs | Ajuste fiscal favorável | R$ 4,50 a R$ 4,80 |
| Goldman Sachs | Deterioração fiscal | R$ 5,40 a R$ 5,80 |
A alta prevista para a Bolsa viria da reprecificação das ações. O JPMorgan calcula que a relação entre preço e lucro das companhias brasileiras poderia subir de 8,6 para até 13,3, patamar que o mercado não via desde 2020.
O Goldman Sachs, em relatório assinado pela analista Teresa Alves e divulgado em 1º de outubro, soma um terceiro cenário: o dólar a R$ 4,35 caso o ajuste fiscal surpreenda positivamente, como ocorreu na Colômbia em 2026.
O tamanho do ajuste fiscal, não o nome do presidente eleito, é o que os bancos tratam como a variável que decide o preço do dólar e das ações brasileiras nas próximas semanas.
"Precisamos de um ajuste fiscal de 3% a 3,5% para estabilizar a dívida pública em relação ao PIB", afirma Leonardo Porto, economista-chefe do Citi para o Brasil, em nota distribuída a clientes.
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O Goldman Sachs já havia feito contas parecidas, publicadas pela TV Sim Brasil dois dias antes do primeiro turno. A novidade agora são os números do JPMorgan e do Citi, que ainda não haviam entrado na conta.
Nesta sexta-feira (2), a própria Bolsa já havia batido recorde em meio ao nervosismo da véspera da eleição. O pano de fundo é a disputa sobre a meta fiscal de 2026, que já dividia governo e mercado antes das urnas.
O que isso significa para quem tem dívida ou investimento
O JPMorgan vê espaço para a Selic cair ao nível neutro de 6% ao ano em termos reais (10% nominais) se as reformas fiscais avançarem. Para quem toma empréstimo ou usa cartão de crédito, juro menor significa parcela mais barata.





























