A morte da atriz Lua Blanco, conhecida por interpretar Roberta em "Rebelde", reacendeu o alerta sobre o câncer de intestino. Ela morreu no domingo (18/10), aos 39 anos, após diagnóstico feito poucos meses antes, quando a doença já estava avançada.

O câncer de intestino, ou colorretal, sempre foi associado a pessoas mais velhas, mas vem crescendo entre adultos com menos de 50 anos em vários países. No Brasil, o Inca estima 53 mil novos casos de câncer colorretal por ano até 2028.

Quais sinais não podem ser ignorados?

No início, o tumor costuma ser silencioso. Quando aparecem, os sintomas são muitas vezes confundidos com problemas simples, como hemorroida ou intestino irritado.

Os sinais de alerta são: sangue nas fezes ou fezes muito escuras; mudança no hábito intestinal por semanas, como diarreia ou prisão de ventre sem motivo; e dor ou desconforto abdominal frequente.

Também entram na lista a sensação de que o intestino não esvaziou por completo, a perda de peso sem explicação e o cansaço acompanhado de anemia.

A recomendação é procurar um médico diante desses sinais, independentemente da idade. A colonoscopia permite encontrar pólipos, pequenas lesões que podem virar câncer, e retirá-los antes disso. É esse exame que separa um caso tratável de um diagnóstico tardio.

O que a alimentação tem a ver com o risco?

Grande parte dos casos está ligada ao estilo de vida, e a comida tem papel central: o intestino funciona como uma esteira que recebe o que a pessoa come o tempo todo.

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Entre os alimentos a evitar estão as carnes processadas (salsicha, presunto, salame, bacon, linguiça), que a OMS classifica como cancerígenas. Carnes queimadas no churrasco, álcool e ultraprocessados com excesso de açúcar também entram na lista.

Do lado oposto, a orientação é priorizar fibras (feijão, lentilha, grão-de-bico, aveia e grãos integrais), frutas, verduras e legumes variados todos os dias, fontes de cálcio como leite e iogurte, e peixe e frango no lugar de parte da carne vermelha.

Apenas um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer pode ser prevenido, segundo levantamento anterior sobre hábitos e percepção de risco no país.