A arrecadação federal somou R$ 239,4 bilhões em setembro, alta real de 5,62% sobre o mesmo mês de 2025, segundo a Receita Federal. É o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

O resultado foi puxado pela alta da arrecadação previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital e da cobrança de IRPJ e CSLL, aponta a Receita Federal.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação chegou a R$ 2,351 trilhões, crescimento real de 6,97% sobre o mesmo período de 2025.

A arrecadação de Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital subiu 17,57% no acumulado do ano, o maior salto entre os tributos detalhados pela Receita Federal.

A Previdência segue sendo o maior tributo em valor absoluto, mas é a tributação sobre capital que cresce mais rápido no ano, diferença que mostra onde a arrecadação ganhou fôlego extra em 2026.

Em valores absolutos, o resultado de setembro fica abaixo dos R$ 264,4 bilhões arrecadados em junho, a maior arrecadação do ano. O recorde de setembro vale para a série histórica do próprio mês, não para o ano inteiro.

A oscilação mês a mês segue um padrão sazonal. Em agosto, a arrecadação também bateu recorde mesmo caindo na comparação com julho, picos ligados ao calendário de tributos trimestrais.

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O que pode mudar essa trajetória

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal pode pressionar esse resultado adiante: o STF tirou o ISS da base de cálculo do PIS/Cofins, mudança que abre um rombo fiscal estimado em R$ 35 bilhões.

O PIS/Cofins soma R$ 466,55 bilhões no acumulado do ano. A decisão do STF é de 21 de outubro, um dia antes da divulgação dos dados de setembro.

O que acontece agora

A Receita Federal deve divulgar o resultado de outubro no fim de novembro, já sob efeito do fim do prazo de opção pelo Simples Nacional para 2027, encerrado em 15 de outubro.