O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou nesta quinta-feira (22) o pedido de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para apurar supostos vazamentos de dados sigilosos da Operação Sem Desconto, que investiga fraude bilionária no INSS, revelada oficialmente em maio.
Gonet recomendou, mesmo assim, que o pedido de Lulinha seja juntado aos autos do inquérito, para que investigadores considerem eventuais novos episódios de vazamento citados por ele. Mas foi direto ao rejeitar o pedido em si:
A vítima de crime de ação pública incondicionada não tem legitimidade para requerer providências que dizem com a condução do inquérito policial.
Na avaliação do procurador-geral, Lulinha não tem poder para exigir fiscalização sobre a condução do inquérito, ainda que se diga vítima do vazamento.
O nome de Lulinha chegou à investigação depois que um lobista preso no caso, apontado como "Careca do INSS", e a empresária Roberta Luchsinger, de 41 anos, foram ouvidos pela Polícia Federal.
Luchsinger confirmou, em depoimento, ter apresentado Lulinha ao lobista. A defesa de Lulinha argumenta que ele foi vítima da exposição de dados sigilosos obtidos por quebra de sigilo.
Uma testemunha disse à PF que o filho do presidente recebia mesada de R$ 300 mil do lobista. Lulinha não foi denunciado nem condenado no caso.
O caso é acompanhado de perto: na semana passada, a PF pediu mais prazo para investigar Lulinha por tráfico de influência. O lobista citado no caso afirmou que pretende fazer uma delação.
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Segundo reportagem publicada na semana passada, a delação não vai poupar Lula nem o filho.
A Operação Sem Desconto, da PF em parceria com a CGU, investiga fraude que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024, em esquema revelado publicamente em maio.
O que acontece agora
O inquérito segue em andamento na Polícia Federal. Com o pedido de Lulinha juntado aos autos, cabe aos investigadores avaliar se há vazamento de dados sigilosos a apurar.






























