A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Emrelis, medicamento à base de telisotuzumabe vedotina, da AbbVie Farmacêutica. O remédio é indicado para câncer de pulmão de não pequenas células, do tipo mais comum da doença, em estágio avançado ou metastático.

A aprovação saiu em 16 de outubro, pela Resolução-RE nº 4.078, com validade de registro até outubro de 2029. O medicamento é indicado a pacientes que já fizeram outro tratamento antes e têm alta expressão da proteína c-Met nas células tumorais.

O câncer de pulmão de não pequenas células é o tipo mais comum da doença, e parte dos novos casos tem perfil atípico: o número de diagnósticos cresce também entre quem nunca fumou.

Como o remédio age no organismo?

O Emrelis combina duas frentes num só composto: um anticorpo que reconhece a proteína c-Met e uma substância que interrompe o crescimento da célula tumoral e provoca sua morte.

O anticorpo funciona como um guia: ele localiza a célula do câncer e carrega a droga só até ali, em vez de espalhar o composto pelo corpo todo. A aplicação é por infusão intravenosa de 30 minutos, a cada duas semanas.

Entre os efeitos adversos informados pela fabricante estão cansaço, perda de apetite e inchaço. Também podem ocorrer problemas graves nos nervos, nos pulmões e nos olhos, além de reações à infusão.

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A técnica de unir anticorpo e droga num só composto não é inédita: a Anvisa já havia aprovado, em julho, o Enhertu para câncer de mama HER2-positivo, pelo mesmo mecanismo de entrega direcionada.

O que acontece agora

A Anvisa não informou nesta aprovação se e quando o Emrelis chega ao SUS. Hoje, o sistema público já oferece três remédios contra o câncer de pulmão desde outubro, nenhum deles o telisotuzumabe vedotina.