Faltam quatro feriados nacionais em 2026, dois deles em novembro: Finados (dia 2), Proclamação da República (15), Consciência Negra (20) e Natal (25 de dezembro). Enquanto o comércio perde faturamento com lojas fechadas, o turismo projeta o melhor novembro em anos.
Dos quatro, três caem em dias que permitem emenda: Finados é segunda-feira, e Consciência Negra, sexta. Só a Proclamação da República, num domingo, não rende folga extra.
Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo 9 em dias úteis, calendário favorável para quem planeja viagens curtas ao longo do ano.
Quem ganha e quem perde com os feriados?
Quem perde é o varejo: cada feriado reduz, em média, 1,29% da rentabilidade anual do comércio, segundo metodologia da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O peso dos gastos com pessoal, mantidos mesmo com a loja fechada, é a principal fonte da perda.
Quem ganha é o turismo: a ocupação hoteleira em destinos turísticos pode subir até 20% em feriados prolongados. Para 2026, o setor projeta faturamento de R$ 28,5 bilhões, o maior desde 2015, já descontada a inflação.
O feriado mais recente já mostrou o tamanho desse efeito: a fé moveu R$ 3,59 bilhões no turismo de São Paulo no feriado de Aparecida, há dois dias.
Nem todo trabalhador folga: setores essenciais funcionam, e quem trabalha no feriado tem direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme as regras aplicáveis.
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O calendário de folgas já virou rotina de planejamento: em junho, a reportagem reuniu o roteiro completo dos feriadões do segundo semestre.
O impacto no bolso do consumidor também aparece em outras datas: em outubro, pesquisas sobre o Dia das Crianças discordaram em R$ 9 bilhões na estimativa de gasto das famílias.
O que ainda não dá para medir
As estimativas de perda do comércio e de ganho do turismo tratam os feriados como um bloco, sem abrir a conta feriado a feriado. Fica em aberto o peso do Dia da Consciência Negra, que completa só o 3º ano como feriado nacional.





























