A Via Dutra registrou 52 mil romeiros a caminho de Aparecida (SP) entre 1º e 12 de outubro, recorde histórico e alta de 30% sobre 2025. A Romaria Segura, projeto da RioSP com a ANTT, fechou sem nenhuma morte na rodovia pelo 2º ano seguido.
Entre 7 e 12 de outubro, as equipes de apoio fizeram mais de 120 mil atendimentos na Via Dutra e na Rota da Luz, distribuindo água, coletes e fitas refletivas.
Mesmo assim, dois incidentes deixaram seis pessoas feridas, duas em estado mais grave. O atendimento pré-hospitalar fez 164 atendimentos clínicos na estrada.
Como a Via Dutra foi de 3 mortes a zero em dois anos?
Em 2024, três romeiros morreram em ocorrências na Via Dutra durante a romaria a Aparecida, sem um projeto de segurança dedicado. Em 2025, a RioSP e a ANTT criaram a Romaria Segura, e nenhum romeiro morreu, mesmo com 41 mil peregrinos na pista.
Em 2026, o número de romeiros subiu para 52 mil, 30% a mais, e o resultado se repetiu: nenhuma morte pelo segundo ano seguido. A operação segurou o crescimento de público sem perder o padrão de segurança do ano anterior.
A ANTT também fiscaliza: em 2025, suas equipes fizeram 448 inspeções e aplicaram 92 autuações em 5 dias, além de promover campanhas educativas antes da romaria.
O que ainda preocupa na rodovia?
O risco não desapareceu: na véspera do feriado, um motorista embriagado atropelou três romeiros na Via Dutra, em Taubaté, por volta das 4h10. Os três tiveram alta após atendimento hospitalar.
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O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, segundo a PRF.
A movimentação também girou dinheiro: a fé moveu R$ 3,59 bilhões no turismo de São Paulo no feriado de Aparecida.
A escala da romaria da Dutra é menor que a de outras procissões do país: no mesmo fim de semana, o Círio de Nazaré reuniu mais de 1 milhão de pessoas em Belém.
O que a rodovia precisa manter
O resultado de dois anos sem mortes depende de repetir, a cada edição, uma estrutura que cresceu junto com o público: de 41 mil romeiros em 2025 para 52 mil em 2026.
Se a romaria seguir batendo recorde, a pergunta que fica é se a operação de apoio vai crescer na mesma proporção em 2027.





























