A coligação "Brasil Pronto pra Mais", de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (12) contra a rede social X, do bilionário Elon Musk. A campanha acusa a plataforma de restringir publicações favoráveis ao candidato.

Segundo a representação, a rede impediu novas postagens de perfis oficiais e de apoiadores durante o ato de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11).

O documento também afirma que o X bloqueou o uso de hashtags como #LulaNaPaulista e #ExercitoDoLulaemCampo, que estavam entre os assuntos mais comentados da plataforma.

A coligação diz que as restrições prejudicaram a divulgação do evento e comprometeram a igualdade de condições entre os candidatos no segundo turno.

O que mais a campanha contesta?

A campanha também contesta o preenchimento automático de busca da rede. Ao digitar "#LulaNa", usuários recebiam como sugestão prioritária a hashtag "#LulaNaCadeia", de teor negativo, mesmo ela não estando entre os dez assuntos mais comentados no momento documentado pela campanha.

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O documento enviado ao TSE traz capturas de tela de diferentes usuários que relatam o mesmo problema. A coligação pediu decisão liminar para que o X suspenda as restrições e a associação automática entre hashtags da campanha e termos depreciativos.

A ação pede ainda que a empresa informe os critérios usados para ordenar os assuntos mais comentados, o funcionamento das sugestões automáticas e dados sobre anúncios políticos pagos por estrangeiros na plataforma, com a identificação de quem pagou.

A transparência dos critérios de moderação e distribuição de conteúdo é fundamental para garantir a isonomia entre os candidatos e preservar a liberdade de expressão dos eleitores.

A avaliação é do coordenador jurídico da campanha, Angelo Ferraro. A representação foi distribuída à ministra auxiliar do TSE Estela Aranha.

Até o fechamento desta apuração, o X não havia se manifestado publicamente sobre as acusações, e o tribunal não havia fixado prazo de resposta à plataforma.

Não é a primeira vez que o X enfrenta questionamento formal do TSE nesta eleição. Em agosto, a corte já havia dado 24 horas para a rede explicar uma falha que filtrou 1.559 candidatos dos resultados de busca da plataforma.

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A representação contra o X chega na mesma semana em que o tribunal mandou Flávio Bolsonaro tirar do ar vídeos feitos com inteligência artificial sobre Lula e facções criminosas.

A propaganda de Lula também foi alvo do TSE: suspensa duas vezes no mesmo fim de semana.

O que acontece agora

O TSE ainda não decidiu sobre o pedido de liminar. A corte pode intimar o X a se manifestar antes de julgar o pedido de suspensão das restrições e o fornecimento dos dados técnicos solicitados pela coligação.