O canal "Exército do Lula", criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para mobilizar eleitores do presidente Lula (PT) no 2º turno, ultrapassou 4 milhões de seguidores no WhatsApp nesta segunda-feira (12), dias depois de ser suspenso por decisão do TSE.

Em vídeo publicado no X, Janones comemorou o marco: "Grita bem alto que é pro mundo todo saber que já somos 4 milhões de soldados que irão reeleger Lula!".

O deputado atribuiu o crescimento à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de tirar o canal do ar: "Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra".

Segundo levantamento do Metrópoles às 23h de segunda, o "Exército do Lula" somava 4,1 milhões de seguidores, contra 1,4 milhão da "Tropa do Flávio", criada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A diferença entre os dois canais chegou a 2,7 milhões de seguidores.

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O canal tinha cerca de 50 mil seguidores antes do 1º turno. Cresceu para 3 milhões em 10 de outubro e, mesmo suspenso por um dia, ultrapassou os 4 milhões 48 horas depois.

Por que o canal chegou a ser suspenso?

Flávio Bolsonaro acionou o TSE alegando que o canal era usado para propaganda eleitoral irregular. No domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu o grupo administrativamente.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal e levou o caso ao plenário do TSE. Cueva disse não haver elementos suficientes para justificar a retirada total do espaço, mas proibiu conteúdo já considerado ilícito pela Justiça Eleitoral.

A campanha de Flávio alega que o canal reproduziu mensagens já desmentidas pela Justiça Eleitoral, como a suposta retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida em caso de vitória de Lula.

O que acontece agora

O plenário do TSE ainda vai decidir, em caráter definitivo, se o canal continua no ar até o fim da campanha. A decisão provisória de Cueva vale até lá.

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O caso é o capítulo mais recente de uma disputa que já levou Lula a atacar um ministro do TSE e ameaçar recorrer à Justiça depois da suspensão de domingo.

Antes disso, a própria marca de 3 milhões já havia feito a campanha de Flávio reagir publicamente ao crescimento do canal rival.

A primeira suspensão, determinada a pedido de Flávio Bolsonaro, durou menos de um dia antes de ser revertida por Cueva.