O Projeto Dodói usa gibis, jogos e brincadeiras da Turma da Mônica para ajudar crianças a entender o tratamento contra o câncer, com apoio do Criança Esperança. A iniciativa já atendeu 12 mil crianças em 52 hospitais do Brasil, com 40 funcionários e 600 voluntários.

Luísa Spíndola, 12 anos, é uma das crianças atendidas pelo projeto. Fã dos Beatles, ela enfrentou um longo tratamento contra leucemia linfoide aguda, diagnosticada quando tinha 4 anos.

"Esperança é otimismo. Acreditar que vai conseguir vencer algo ruim", diz Luísa.

A mãe de Luísa, a psicóloga Vanessa Spíndola, contou que teve dificuldade para explicar à filha o tratamento que viria pela frente. O apoio veio pelo SUS, e histórias em quadrinhos da Turma da Mônica passaram a acompanhar a menina na jornada.

"Quando alguém da família está com câncer, precisa de um tratamento especial", lê Luísa em uma das revistas distribuídas pelo projeto.

Como o projeto ajuda no tratamento?

Além do acolhimento emocional, o material auxilia no acompanhamento médico: em consultas, médicas usam tabelas ilustradas para que a criança aponte o nível de dor que sente, numa escala de carinhas, do alívio ao desconforto.

A diretora institucional da Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue), Dina Steagall, resume o impacto: "É muito emocionante, sabe, você escutar essas histórias, você ver o kit na prática transformando a realidade dura dos hospitais".

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A humanização do cuidado hospitalar aparece em outras frentes: palhaços também mudam a experiência de pacientes, segundo médicos ouvidos pela reportagem.

Dados recentes da Abrale, parceira do projeto, mostram que a iniciativa já passa de 12 mil crianças atendidas. O Brasil também avança em outras frentes contra o câncer infantil: um médico brasileiro tem transformado a abordagem da doença no país.

O tema ganha urgência: a OMS projeta que 1 em cada 5 pessoas terá câncer até 2050, alerta que também vale para o público infantil.