O furacão Isaías atingiu a categoria 3 nesta sexta-feira (9) ao se aproximar do Golfo do México, com ventos de 193 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC). A tempestade deve tocar terra ainda nesta noite, entre o Alabama e a Flórida.
É o primeiro furacão da temporada 2026 no Atlântico, e o mais tardio a se formar em 121 anos, recorde que pertencia a 1905, segundo o Observador.
Na era dos satélites meteorológicos, iniciada em 1966, a data mais tardia era 11 de setembro, dividida entre os furacões Gustav (2002) e Humberto (2013).
Segundo o InfoMoney, é esperada uma subida da maré com risco de vida ao longo da costa dos Estados Unidos, com rajadas de vento danosas e chuva forte no sudeste do país.
O NHC prevê que o sistema perca força rapidamente ao tocar terra, virando tempestade tropical já na tarde de sábado (10), ao avançar para o limite entre Alabama e Mississippi.
Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina chegou a US$ 4,37 nesta sexta, segundo a Associação Automotiva Americana (AAA). É mais que o US$ 3,11 registrado um ano atrás.
O diesel está em US$ 6,28 o galão, valor recorde desde o início de setembro. Na Califórnia, o galão de gasolina já passa de US$ 6 há semanas.
O temor do mercado é que apagões provocados pela tempestade paralisem refinarias de petróleo bruto na região, segundo especialistas ouvidos pela agência AP.
Carl Larry, da consultoria de energia Enverus, avalia que, se o furacão passar rápido e o impacto for reduzido, as refinarias devem operar com capacidade menor, e os preços subir só alguns centavos.
O risco já pesa no mercado internacional. O petróleo Brent fechou a sexta-feira (8) cotado a US$ 104,28 o barril, alta de 4,1%.
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A alta foi puxada tanto pelo temor com a guerra no Oriente Médio quanto pelo risco de interrupção no fornecimento com o avanço do Isaías, segundo a Reuters.
A Bolsa brasileira sentiu o reflexo: a alta do petróleo levou a Petrobras e o Ibovespa à máxima desde abril nesta sexta.
O que isso significa no Brasil?
A alta do Brent chega ao Brasil pela conta da Petrobras. Segundo a Abicom, em 28 de setembro a defasagem do diesel da estatal chegou a 102% ante o preço de importação, com o barril acima de US$ 105.
Na gasolina, a defasagem era menor: 32%, ou R$ 0,95 por litro abaixo do preço internacional, no mesmo dia.
Em 2 de outubro, a Abicom registrou nova leitura: a diferença média nos cinco polos da Petrobras havia caído para R$ 3,27 por litro, ante R$ 3,67 um dia antes, com a defasagem recuando de 112% para 100%.
O cálculo, feito com a StoneX, não inclui diesel russo.
| Data | Defasagem | Abaixo do PPI |
|---|---|---|
| 28 de setembro | 102% | R$ 3,34/litro |
| 1º de outubro | 112% | R$ 3,67/litro |
| 2 de outubro | 100% | R$ 3,27/litro |
A Petrobras abandonou a paridade internacional como referência direta para reajustes diários em maio de 2023. Hoje usa critérios próprios de mercado interno, câmbio e concorrência.
Quanto mais caro o petróleo lá fora, maior fica a distância entre o preço cobrado aqui e o custo de importar o combustível. É essa distância que a Abicom mede todo dia.
O governo também atuou para segurar o preço na bomba. O presidente Lula afirmou que o governo já gastou R$ 47 bilhões para segurar os combustíveis neste ano.
A trajetória é oposta à de julho, quando uma queda nos preços dos combustíveis foi registrada no país.
O que acontece agora
O Isaías deve perder força de furacão neste sábado (10) ao avançar pelo interior dos Estados Unidos.
A Abicom atualiza a defasagem do diesel e da gasolina diariamente. É esse número que vai dizer se a pressão do petróleo chega à bomba no Brasil nas próximas semanas.





























