A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, anunciou nesta sexta-feira (9) um investimento de R$ 40 milhões para repor equipamentos perdidos no incêndio que atingiu um prédio de laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na quarta-feira (7).
Os R$ 40 milhões chegam via Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e se somam aos R$ 28 milhões anunciados pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, na quinta (8), para a reconstrução do prédio.
"O que estou me comprometendo desde já é com uma ajuda emergencial daquilo que correspondia ao investimento que nós fizemos em infraestrutura de pesquisa. São os equipamentos que a Finep adquiriu", disse Luciana Santos, durante a visita ao campus.
A Finep já opera outros programas do tipo, como o financiamento de R$ 360 milhões para inovação em pequenas empresas, lançado em junho.
O que foi perdido no incêndio?
O prédio incendiado abrigava a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) e laboratórios de farmacologia, informática e genética. Entre os equipamentos estava um laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3), de contenção, usado para manipular patógenos como coronavírus, tuberculose, HIV, dengue e febre amarela.
O reitor Alfredo Gomes estima o prejuízo em R$ 100 milhões. Segundo ele, citado pelo UOL, cerca de 200 dissertações e teses de pós-graduação foram prejudicadas. A Folha de S.Paulo registrou estimativa menor, de 80.
Como fica a investigação?
A perícia da Polícia Federal foi interrompida na quinta (8) após constatar necessidade de escoramento da estrutura, mais atingida no primeiro pavimento, onde agentes usaram robôs e drones na avaliação inicial. A UFPE não informou prazo para concluir o reforço.
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A causa do incêndio, que começou por volta das 20h de quarta, ainda não foi identificada. A PF apura se foi acidental ou criminoso, e também investiga mensagens de ameaça enviadas a estudantes antes do fogo.
Foi o terceiro incêndio no campus em oito dias, após dois episódios menores em laboratórios na semana anterior.
O MEC já havia liberado R$ 128 milhões na quinta, incluindo bolsas prorrogadas e a construção de um novo prédio.
O que acontece agora
O novo prédio, de cerca de 7 mil m², vai seguir o mesmo projeto de um centro de pesquisas da UFPE em Sertânia, no Sertão de Pernambuco. Até lá, os equipamentos novos funcionarão em outros laboratórios da universidade.
O prédio reunia pesquisas sobre câncer, Covid-19 e autismo que agora precisam de outro endereço até a reconstrução.
"O mais importante é não deixar essas pesquisas parar", disse o vice-reitor Moacyr Cunha, citando estudos sobre câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista entre os afetados.































