O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (9) que o Brasil não será governado pelos "sócios do Master" e pelos "parentes do Vorcaro", referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), em ato de rua em Ceilândia (DF).

Segundo a Veja, áudios e documentos mostram Vorcaro, fundador do Banco Master, afirmando ter destinado R$ 30 milhões em dinheiro vivo a despesas de um documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone.

A reportagem atribui a Vorcaro o relato de que os pagamentos foram articulados com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e envolveriam o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As alegações não foram comprovadas, e a PGR não deu andamento ao relato por falta de provas, segundo a Veja. Lula nega ter solicitado ou recebido vantagens de Vorcaro, e sua campanha chamou a reportagem de "irresponsável", dizendo que tomaria medidas judiciais.

Publicidade

Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19. Esse país não será governado pelos sócios do Master, pelos parentes do Vorcaro.

Lula discursou na caminhada em Ceilândia. O ato contou com a participação da primeira-dama, Janja Lula da Silva. No mesmo discurso, o presidente declarou que o país também não será governado por quem "roubaram R$ 12 bilhões do BRB", o banco estatal do Distrito Federal.

A Polícia Federal já apontou que Vorcaro pagou propina ao ex-presidente do BRB.

Publicidade

Em evento no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu: "Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina", disse o candidato à Presidência. Ele confirma ter buscado recursos para o Dark Horse, filme sobre o pai, mas nega contrapartidas.

O que acontece agora

A troca de acusações expõe como o caso Vorcaro virou munição central da campanha a 16 dias do 2º turno. Em 25 de setembro, Lula já havia chamado Flávio de traidor e ligado a Vorcaro, acusação que o senador nega.

O 2º turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro, e o caso Banco Master, que já gerou uma crise que abalou o STF, deve continuar pautando a disputa até lá.