O Corinthians segue sem técnico nesta sexta-feira (9) depois de receber recusas seguidas de três nomes cotados para substituir Fernando Diniz, demitido na quarta-feira (7). Ramón Díaz, Sylvinho e Luis Zubeldía disseram não ao comando do time, que briga contra o rebaixamento.
Faltam nove rodadas para o fim do Brasileirão.
Ramón Díaz informou ao executivo de futebol Marcelo Paz e ao presidente Osmar Stabile que não quer assumir o desafio agora. Para contorná-lo, o clube chegou a oferecer um cargo de diretor técnico ao argentino, com o filho dele, Emiliano Díaz, assumindo como treinador.
A engenharia tentava driblar a suspensão de seis jogos que o STJD impôs a Ramón por falas discriminatórias na passagem pelo Internacional, no ano passado. Não adiantou: o argentino recusou e sinalizou que segue no mercado em busca de outro clube.
Depois dessa negativa, a diretoria acionou o plano B, Sylvinho, livre desde que deixou o comando da seleção da Albânia no início da temporada. Ele agradeceu a proposta e também recusou.
Na quinta-feira (8), foi a vez de Luis Zubeldía sinalizar que não topa o desafio. O argentino, sem clube após deixar o Fluminense, prefere priorizar o início da temporada 2027 a assumir um time no meio de uma crise de rebaixamento.
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Nos bastidores, outros nomes, como o técnico argentino Jorge Sampaoli e o ex-atacante Carlos Tévez, também já foram cogitados pela diretoria do Corinthians como alternativas ao comando técnico.
O que acontece agora
A cúpula do Corinthians segue reunida atrás de alternativas, com outros nomes testados nos bastidores. O time entra em campo sem técnico efetivo e com o calendário contra.
8 dos 10 jogos finais do Brasileirão serão contra rivais diretos na briga pela permanência na Série A.
A dificuldade em contratar não é exclusividade do Corinthians. O Brasileirão já somava 17 técnicos demitidos antes mesmo da saída de Diniz, que tornou o clube paulista o 19º caso do ano na lista, segundo levantamento da própria TV Sim Brasil.
Esse cenário de troca recorde ajuda a explicar a cautela dos treinadores. Assumir um time em zona de risco, a poucas rodadas do fim, significa herdar uma pressão que já derrubou quase um técnico por rodada nesta temporada.





























