A DFM, marca brasileira da chinesa Dongfeng, começou a vender dois carros elétricos no Brasil pela loja oficial no Mercado Livre, sem evento de lançamento. O hatch Box custa R$ 135,9 mil e o SUV Vigo parte de R$ 163,9 mil.

A marca DFM foi apresentada oficialmente no Brasil em 26 de agosto, durante o Festival Interlagos, em São Paulo, dois meses antes de abrir as vendas.

As fichas técnicas mostram a diferença de porte entre os dois modelos.

Veja as fichas técnicas

Fichas técnicas dos elétricos DFM no Brasil — preços de lançamento, 28/10/2026
EspecificaçãoDFM BoxDFM Vigo
Motor95 cv / 16,3 kgfm163 cv / 23,45 kgfm
Bateria43,89 kWh (LFP)51,87 kWh (LFP)
Autonomia (Inmetro)275 km302 km
Velocidade máxima140 km/h150 km/h
Preço de lançamentoR$ 135.900a partir de R$ 163.900

O Box é o hatch compacto, pensado para uso urbano; o Vigo é o SUV de porte familiar, com porta-malas mais de 60% maior. Os dois usam baterias LFP, tecnologia mais barata e resistente ao calor que o padrão usado por boa parte dos rivais.

A venda começou pela loja oficial da marca no Mercado Livre, sem evento de lançamento para a imprensa. Mais de 200 unidades dos dois modelos já desembarcaram no Porto de Vitória, no Espírito Santo, primeiro lote da marca no país.

A rede soma 60 concessionárias em 21 estados e no Distrito Federal, com meta de chegar a 145 lojas em 2027. A promoção de lançamento vale até 31 de dezembro, ou enquanto durar o estoque inicial.

O Box é o mesmo carro vendido na China como Nammi 01 e, na Europa, como Dongfeng Box, com as mesmas especificações técnicas.

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No Brasil, ele chega para disputar o mercado de elétricos de entrada com o BYD Dolphin Mini, hoje um dos mais vendidos do segmento, e com o híbrido flex BYD Dolphin G, que deve custar cerca de R$ 140 mil.

A chegada da DFM reforça uma tendência. Marcas chinesas já dobraram a fatia de mercado no Brasil enquanto as vendas caem na China, e a BYD vai dobrar a capacidade da fábrica baiana para 600 mil carros por ano.

A DFM aposta na garantia como diferencial. São 7 anos para o carro e 10 para a bateria. É a estratégia da marca para driblar a desconfiança do consumidor brasileiro com fabricantes chinesas novas no país.