Apoiadores de Simone Tebet apresentaram o nome dela ao presidente Lula para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Lula reservou ao menos uma de três vagas futuras do STF para uma mulher.

Outra cotada é a ministra do STJ Daniela Teixeira. Movimentos de mulheres negras pressionam por uma indicação diferente, a primeira ministra negra da história do STF.

Pesquisa de opinião feita em maio mostrou que 51% dos brasileiros consideram muito importante escolher uma mulher para o STF, e 46% dizem o mesmo sobre indicar uma pessoa negra.

A vaga mais perto de ser preenchida é a de Luís Roberto Barroso, aberta desde outubro de 2025, para a qual Lula tem como favorito o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, hoje no TCU.

As outras duas vagas abrem com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux, em abril de 2028, e de Cármen Lúcia, em abril de 2029. É para uma dessas que o nome de Tebet circula.

Tebet foi ministra do Planejamento e Orçamento de janeiro de 2023 a março de 2026, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado por São Paulo. Ela ficou em terceiro lugar, com 8,3 milhões de votos (19,23% dos votos válidos), e não se elegeu.

Mestre em Direito pela PUC-SP e ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Tebet também já havia sido cotada para o TCU, dias antes de seu nome surgir para o STF.

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Tebet também é cotada para outro posto, o Ministério das Relações Exteriores no novo mandato de Lula, que começa em 5 de janeiro de 2027.

A vaga de Barroso no Supremo segue aberta desde que o Senado rejeitou a indicação anterior de Lula, o então advogado-geral da União Jorge Messias, por 34 votos a 42.

Pacheco foi aprovado para o TCU por 404 votos na Câmara e 63 no Senado. Bolsonaristas criticam o ex-presidente do Senado por não ter colocado em pauta pedidos de impeachment contra ministros do STF enquanto presidia a Casa.

Também pesa o cálculo político por trás da disputa. Lula pode indicar até quatro ministros até o fim do mandato, o que elevaria para sete, de onze, o número de nomes escolhidos por ele na Corte.

Lula pode enviar ao Senado o nome escolhido para a cadeira de Barroso em poucos dias, mas ainda não oficializou a indicação.