A BYD confirmou que vai produzir no Brasil o Dolphin G, hatch híbrido plug-in flex que já circula na Europa. A fabricação será em Camaçari (BA), com chegada ao mercado brasileiro prevista para até o primeiro semestre de 2027, segundo a fabricante chinesa.

"O sistema privilegia a condução elétrica por mais tempo do que o esperado, enquanto o motor 1.5 entra em ação de forma discreta", registrou a Autoesporte, que testou o carro na Alemanha.

A versão mais potente soma motor 1.5 e elétrico de 163 cv, com 212 cv. A autonomia total passa de 1.000 km, e o elétrico varia de 40 a 105 km conforme a bateria. O preço estimado é de R$ 140 mil.

Os números da versão topo de linha resumem a proposta do carro.

O valor seria o mais baixo entre os híbridos plug-in à venda no Brasil hoje, ampliando o acesso a essa tecnologia.

O que muda para quem compra

Quem comprar a versão de entrada leva a bateria menor, de 7,4 kWh, com cerca de 40 km no modo elétrico. As versões intermediárias e topo usam bateria de 18,3 kWh, que recarrega de 10% a 80% em 26 minutos no carregador rápido.

Hoje, o mais barato do segmento é o Jeep Avenger híbrido, vendido a partir de R$ 114.990, que não é plug-in. O Dolphin G pode se tornar o plug-in mais acessível do país, com mais autonomia elétrica que o Avenger.

A BYD já havia anunciado o Dolphin G em junho, mas sem especificar potência e autonomia definitivas. Os números só vieram à tona agora, no test-drive europeu.

O sistema é o mesmo usado no SUV Atto 2 DM-i, primeiro híbrido plug-in flex da marca no país. A BYD aposta na tecnologia para ampliar vendas no Brasil.